Quando chegarmos à reforma…
Hoje os meus companheiros de fisioterapia comentavam que um dia quando chegarmos à reforma não é para gozar a vida, mas sim para tratar das doenças. E eu fiquei a pensar naquilo e não deixam de ter a sua razão.
Add comment Novembro 14, 2009
1989
Como muitos ainda sou do tempo da Guerra Fria, do Pacto de Varsóvia, do Muro de Berlim. Como muitos vi cair o muro naquela noite mágica de há 20 anos. Vi também cair o Bloco de Leste, acompanhei tudo aquilo ao longo dos anos 80. Victor Sebestyen escreveu um livro que me fez lembrar tudo isso. É um livro que conta a história de novo. Muita coisa se pode ler aqui, que eu nem sabia, que eu nem imaginava.
Add comment Novembro 13, 2009
TGV
O estudo de impacto ambiental sobre as possíveis linhas de AV estava em consulta pública até ontem. Mesmo assim, esta é uma discussão que vai continuar nos próximos tempos. Além do estudo de impacto ambiental convém ver o mapa dos traçados.
Add comment Novembro 10, 2009
True Love Will Find You in the End…
True love will find you in the end
You’ll find out just who was your friend
Don’t be sad, I know you will,
But don’t give up until
True love finds you in the end.
This is a promise with a catch
Only if you’re looking will it find you
‘Cause true love is searching too
But how can it recognize you
Unless you step out into the light?
But don’t give up until
True love finds you in the end.
Add comment Novembro 10, 2009
Ainda as eleições II
Ainda no seguimento do último artigo e em resposta a esta pergunta gostava de fazer algumas reflexões finais.
A primeira é que o PSD e o CDS representaram sempre ao longo do tempo a maioria do eleitorado no concelho e que qualquer tentação do PSD em concorrer sozinho em 2013 deve ter sempre em linha de conta isto. É claro que o PSD podia concorrer sozinho em 2005 ou em 2009, mas entendeu manter a coligação.
A segunda é que as vitórias alcançadas por José Eduardo Matos são históricas e embora coligado há que reconhecer que por si só consegue também mobilizar muitos votos. Vai ser muito difícil ao PSD voltar a ter brevemente um candidato com estas características.
A terceira é que esta dificuldade também não abona muito a favor do PS, sem liderança ou candidatos capazes de catapultar o partido para melhores resultados. Portanto, se o PSD souber escolher um candidato experiente e credível para 2013 tem condições para alcançar uma nova vitória e continuar no poder autárquico.
Add comment Novembro 7, 2009
Ainda as eleições I
É interessante ver o comportamento eleitoral do PS local ao longo dos anos para se perceber a dimensão da derrota que sofreu para a Câmara no passado dia 11 de Outubro. O tema devia obviamente merecer a reflexão da classe dirigente do PS que continua no mais profundo silêncio e que se limitou apenas a dizer que o resultado eleitoral ficou aquém das expectativas, sem tirar qualquer consequência disso. Se conhecessem um pouco da história do partido socialista em Estarreja talvez não dissessem apenas que o resultado ficou aquém das expectativas.
Convém lembrar a este propósito que quando concorreu nas primeiras eleições democráticas (1976), o PS era uma força política digno de registo com 34% dos votos tendo naquele tempo ficado a pouco mais de 180 votos do partido vencedor, o PSD neste caso. O CDS tinha muito menos votos que o PS sendo a 3ª força política no concelho. Mas com as eleições de 79 este cenário mudou e o CDS passa a ser a 2ª força política em Estarreja (com 20% dos votos) passando claramente o PS que desce para 13%, enquanto que o PSD sobe para 51%. Este recuo acentuado do PS vai manter-se nas eleições seguintes (1982-1985) com resultados entre 18 a 10%, que são desastrosos para o partido. É Vladimiro Silva que altera esta tendência de queda do PS, pois consegue passar a barreira dos 30% nas eleições de 1989, algo que o partido já não conseguia desde 1976. Este bom desempenho do PS vai manter-se ao longo dos anos 90 com duas vitórias para a Câmara. Vladimiro Silva consegue assim levar o partido ao poder e é a todos títulos o líder que o PS jamais teve.
É certo que Vladimiro Silva concorreu sempre numa conjuntura favorável de desgaste do PSD e de não coligação entre o PSD e o CDS, pois a soma dos votos destes dois partidos sempre foi superior à do PS para a Câmara, em qualquer período histórico. Mas também teve mérito pessoal nas vitórias que alcançou e obviamente que por si só valia votos independentemente do PS. Bastou claro o PSD coligar-se com o CDS para acabar com o poder socialista. Além da soma dos votos dos dois partidos, existia também um factor extra chamado José Eduardo Matos, que já nas eleições de 1997 (com o PSD a concorrer sozinho) tinha ficado a 89 votos de Vladimiro Silva. Com os dois partidos coligados e um candidato forte Vladimiro Silva não tinha grande hipótese de continuar no poder. Perdeu embora com a mesma percentagem de votos de 1997 (43%). Mas o aspecto mais curioso deste processo evolutivo e que devia merecer uma reflexão profunda no PS local é que a partir de 2001, a coligação entre o PSD e o CDS ganhou uma força eleitoral que não tinha antes.
Para perceber isso basta olhar para os números. Em 1993, os dois partidos juntos tinham 47% dos votos, em 1997 passaram para 49% e em 2001 voltaram a ter 47%. Mas a partir de 2005 subiram para a casa dos 60%, onde continuam actualmente. Ora, o que dá que pensar é como é que estes dois partidos juntos atingem agora valores de 60%, quando na década passada não passavam dos 50%?
Uma explicação óbvia é que José Eduardo Matos tem um peso eleitoral específico que faz com que a coligação chegue aos 64% ultrapassando a barreira dos 50% que os dois partidos tinham antes. Ora esses 14% a mais são mérito do candidato, mas também desmérito da oposição, que não consegue encurtar a distância, nem apresentar-se como uma alternativa credível. Já agora convém lembrar, que os resultados do PS em 2005 e este ano foram os piores desde 1985, quando o partido teve 10%. A partir de 1989, o PS para a Câmara nunca esteve abaixo dos 30% e isto mostra bem que nos últimos 4 anos os resultados foram mesmo maus e que tanto Teixeira da Silva como Fernando Mendonça não foram capazes de provocar qualquer erosão no poder vigente. E é nisso que o PS local devia meditar. Porque razão não consegue provocar qualquer desgaste no poder actual, apesar de não ter tentando outra coisa nos últimos anos? Porque razão os resultados são tão decepcionantes? O que falhou na estratégia socialista? Que tipo de oposição andaram a fazer estes 4 anos? E quem assume as responsabilidades disso?
(In Jornal de Estarreja)
Add comment Novembro 7, 2009
Há 20 anos…
Há 20 anos um computador era assim. Uma caixa com um pequeno ecrã a preto e branco e uma ranhura para meter disquetes. Fazia o mesmo de um computador de agora ou melhor dizendo quase tudo de um computador de agora. Este também tinha janelas gráficas, um processador de texto, uma folha de cálculo, um programa para fazer desenhos e mais umas coisitas. Mas este era Mac, não era Pc e ser Mac há vinte anos não era para qualquer um. Tenho saudades destas pequenas máquinas. Porque naquele tempo eram de facto uma novidade. Hoje são uma coisa como outra qualquer.

Add comment Novembro 4, 2009
O 6º elemento
Devo dizer mais uma vez que tenho pena que a coligação não tenha conseguido eleger para a Câmara mais um vereador. Neste caso, seria uma mulher. Tinha dado uma excelente vereadora. Mais uns votinhos e tinha lá chegado. Foi pena ter ficado de fora, mas a política é mesmo assim cheia de injustiças.

Add comment Novembro 3, 2009
É como se não tivesse acontecido nada
O Pedro Vaz regressou à vida política local. Diz que vem trabalhar, que vem defender os estarrejenses. São palavras bonitas, mas longe da realidade, a única coisa que ele vem fazer é tentar desgastar a Câmara para melhorar os resultados do PS em 2013. Portanto, vem defender o partido dele, como é natural nestas coisas. Mas gostava de lembrar que tanto Teixeira da Silva como Fernando Mendonça, não conseguiram provocar qualquer erosão no poder vigente. Nem qualquer política do PS nos últimos anos. Portanto, não se percebe como é que este ilustre deputado vai fazer a diferença?
Agora o curioso na escrita que produz é que não vê uma única análise aos resultados eleitorais. É como se não tivesse acontecido nada.
Add comment Novembro 1, 2009
A tomada de posse
A tomada de posse dos novos eleitos para a Câmara e para a Assembleia é sempre um momento de festa. A sala enche-se de gente e dizem-se sempre coisas bonitas aos que chegam e aos que partem. Depois há sempre os discursos da praxe, mas no meio daquela música linguística, o que pensarão verdadeiramente as pessoas? O que pensarão os vencidos? O que pensarão os vencedores? Quantos de nós estaremos ali de novo naquela sala em 2013? Que atribulações até lá?
Add comment Outubro 28, 2009
