Archive for Março, 2006

Taxas moderadoras

Parece-me que realmente o aumento nas taxas moderadoras nas várias unidades de saúde se destina a financiar o SNS, embora o valor final de receita a esse nível não seja muito significativo no bolo global do orçamento da saúde, mas é sempre mais alguma coisa que entra nas receitas.

Também me parece que há uma clara tentativa de penalizar quem usa as urgências dos hospitais, pois é aí que o aumento é mais significativo. No entanto, o uso destas taxas para moderar o acesso às urgências tem-se revelado um fiasco, pois as pessoas por falta de alternativas continuam a ir às urgências principalmente de noite. E é aqui que o governo realmente devia de intervir ao criar serviços que permitissem que uma pessoa de noite pudesse recorrer a um serviço diferente das urgências para resolver um pequeno problema de saúde. Como não existe nada disso é óbvio que temos que recorrer ao hospital.

Desta forma, as próprias taxas moderadoras de pouco servem, pois não é por causa de 8 euros, que as pessoas vão deixar de recorrer aos hospitais. E se realmente contam pouco no orçamento global da saúde como diz o governo então o melhor era a sua abolição pura e simples. Só que 43 milhões de euros no final do ano fazem sempre jeito e por isso é que o governo não as suspende.

Dito isto, é obviamente impensável que um dia fechem as urgências do nosso hospital durante a noite como se comentou ultimamente. Seria um absurdo dado a falta de alternativas.

Add comment Março 7, 2006

Coisas que o governo vai fazendo bem feitas

Aumentar a competência dos professores na área da informática.

Add comment Março 4, 2006

Livros

Não são livros que recomende muito, mas aqui fica a referência. São os dois da Bizâncio.

Add comment Março 3, 2006

Livros

Há livros que procuramos anos a fio, livros que nos fixam a memória e a imaginação. E um dia entramos num sítio cheio deles e encontramos lá numa estante o livro que tanto procuravámos. E há de repente uma alegria imensa em encontrar aquele livro, aquele que estava ali há nossa espera numa estante obscura num alfarrabista de bairro. Quem diria que ele estava ali à nossa espera? E quem o terá vendido como se nada valesse? E não era um, eram quatro livros de uma velha colecção de fascículos. Todos ali à minha espera e a bom preço. Levei tudo comigo. Mas enquanto falava com o dono do sítio lá me contou os negócios fabulosos neste mercado dos livros. E eu fiquei a pensar nos meus. Que destino terão um dia?

Add comment Março 2, 2006


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