Archive for Dezembro, 2006
Submarinos
Foi por causa de uma conversa que surgiu este artigo. É raro escrever sobre estas matérias, mas não resisti. É uma coisa sobre os novos submarinos da Marinha. Mas deu-me gosto escrever isto. Tentar explicar às pessoas um assunto tão polémico. Tentar mostrar porque precisamos destas coisas.

2 comments Dezembro 30, 2006
Saddam
A morte de Saddam não resolverá nada no Iraque. Tudo continuará na mesma a ferro e fogo.
O antigo ditador tinha o seu destino traçado desde que foi decidido o seu julgamento no Iraque. Deve ter percebido isso. Que ali não tinha grande hipótese de escapar à morte.
Mesmo assim, sempre desafiou o tribunal como se ainda o fosse o Presidente de outros tempos. Toda a vida matou ou mandou matar. Não sei o que pensará agora que está prestes a ser enforcado? E o que pensarão aqueles que perderam a família às mãos de Saddam? E os que foram torturados ou presos sem razão?
Mas obviamente que me custa ver isto. Sou contra a pena de morte, mesmo que seja um ditador desprezível.
Add comment Dezembro 30, 2006
O mais estranho de 2006 (música)
Os Liars com “Drum´s Not Dead”. Disco experimental com coisas estranhas. Algumas até se ouvem, mas outras nem por isso. Mas escutem os samples e vejam o “Be Quiet Mt Heart Attack”.
Add comment Dezembro 29, 2006
O melhor de 2006 (música)
Os Sparklehorse com “Dreamt For Light Years In The Belly Of A Mountain”. Depois de uma ausência de cinco anos, Mark Lindous voltou com as suas melodias suaves. Dá para ouvir uma pequena introdução aos temas na Amazon. Não é que me tenha impressionado muito, mas é um banda que tem coisas interessantes.

Add comment Dezembro 29, 2006
Salazar
O Salazar de Fernando Dacosta é um Salazar humano, o Salazar das pequenas histórias, o Salazar pela voz da Dª Maria. Não é um livro histórico é um livro de pequenas histórias. A história da cadeira, das cápsulas de cianeto fornecidas por Hitler ou por um diplomata vindo da Alemanha, da PIDE que afinal matou Delgado sem Salazar saber, o Salazar das 500 galinhas, das botas preferidas e por aí fora.
É um Salazar curioso, muito próximo de nós. Um Salazar visto na intimidade. É um livro bem escrito e dá um certo gosto ler. Aqui fica como sugestão deste ano.

Add comment Dezembro 29, 2006
Coisas da cultura
Uma pequena palavrinha sobre cultura. Nunca Estarreja teve na sua história o nível de oferta cultural que tem hoje no Cine-Teatro. Onde é que já tivemos cinema como aquele que lá passa, onde é que já tivemos concertos como os do Rodrigo Leão ou teatro como o da Barraca. Também nunca tivemos até hoje o nível de interacção que existe com as escolas a este nível. Portanto, dizer que a cultura estagnou, só se diz por dizer. Ou para dizer mal, quando não há mais nada para dizer.
Add comment Dezembro 28, 2006
Coisas do Parque
Ao contrário do que diz o Vladimiro Jorge no seu blogue sobre a temática do Parque Industrial, o tema não está suficientemente esclarecido do ponto de vista histórico. Porque se estivesse ele não dizia o que diz.
Não está em causa neste processo tirar o mérito que o Partido Socialista teve na idealização do projecto. Como também não está em causa, o esforço que foi feito pelos executivos seguintes para avançar com a obra. Nunca o faria, pois sei que tantos uns como outros trabalharam para tornar o Parque Industrial uma realidade.
Agora isto não significa que não tenham sido cometidos erros na gestão do processo, que se tentam agora ocultar. E é contra isso que estou. Como também estou contra as confusões que se fazem dos factos.
É um facto que a Câmara de Estarreja recebeu do último governo de Cavaco Silva, 82 hectares de terrenos. Nunca o neguei, só que não foram todos na zona prevista para o Parque Industrial. Quem faz esta afirmação devia ter noção disso e não devia criar a ilusão que a Câmara tinha em 2001, grande parte dos terrenos para avançar com a obra de infra-estruturação do Parque, pois não tinha como se pode ver pelo mapa que já mostrei aqui. Quem faz afirmação não sabe obviamente onde param os 82 hectares? E fala de forma generalista sem dizer onde estão os terrenos.
O mapa que mostrei aqui também é um facto e mostra a situação que tínhamos em 2001 para a 1ª consignação. Faltavam ainda comprar muitas parcelas e o executivo de Vladimiro Silva estava justamente a fazer essas compras, o que mostra evidentemente que grande parte dos terrenos previstos para o Parque não pertencia à Câmara.
Ora quem mandava devia ter esperado um pouco mais até ter os terrenos suficientes para a obra avançar, mas devido à pressão eleitoral avançou para mostrar obra. Fez mal e deixou um problema bicudo para quem vinha a seguir.
É também um facto que o executivo de Vladimiro Silva foi avisado disto pelos técnicos da Câmara. E é também um facto que não ligou nada ao aviso.
Portanto, o problema dos terrenos é tão simples quanto aquilo que se vê no mapa. A grande parte dos terrenos que estão hoje no Parque foi comprada pela Câmara de Estarreja. Tanto no tempo de Vladimiro Silva como no tempo de José Eduardo Matos. E estamos a falar de 92 hectares. Sei que cerca de 10% desta área já estava na posse da Câmara em 2001. É possível que dentro dessa fatia uma parte estivesse relacionada com a oferta dos 82 hectares, mas seria uma pequena parte, pois a Câmara estava a comprar grande parte dos 92 hectares.
E isto é outro facto, pois os documentos e as escrituras existem para quem quiser ver e o processo está todo na Câmara Municipal. E, portanto, em vez de afirmações confusas, o que Vladimiro Jorge devia fazer era ver os documentos e ver como as coisas foram feitas. O mapa que divulguei foi um contributo nesse sentido. O que tenho escrito na imprensa local a mesma coisa.
Add comment Dezembro 28, 2006
A ver com atenção
Já está disponível na página da câmara o manifesto a favor das urgências no Hospital de Salreu.
Add comment Dezembro 27, 2006
Política cultural
Um dos assuntos abordado há tempos em assembleia foi a questão da política cultural no concelho. O assunto foi abordado de relance, mas como em tempos já tinha defendido essa política deve passar por 4 vertentes:
- Construção e sustentação de infra-estruturas culturais que promovam a cultura e a ciência no concelho. Neste âmbito está a criação do centro Ciência Viva em Avanca e que deve neste domínio ser a obra mais importante durante este mandato. Mas está também a sustentação e a dinamização do cinema e da biblioteca. A gradual criação de alguns pólos da biblioteca nas freguesias deverá ser outra prioridade.
- O apoio claro e criterioso a todas as entidades culturais do concelho, sejam elas profissionais ou amadoras. É importante este apoio para que a cultura não seja apenas camarária, mas também da própria sociedade civil.
- A articulação cada vez maior com as escolas de actividades culturais e científicas. Neste domínio, o trabalho deve continuar, pois as escolas são um espaço privilegiado para a cultura e para a ciência.
- A cooperação com outras entidades exteriores ao concelho. Há parcerias importantes que podem ser estabelecidas a este nível.
Não tenho nenhuma razão para ter mudado de opinião em relação a isto. E é isto que tem sido feito.
Add comment Dezembro 26, 2006
Uma curiosidade histórica
Hoje quando olho para o mapa dos terrenos disponíveis para a 1ª consignação da obra do Parque Industrial vejo que realmente não fazia sentido avançar com uma obra daquela dimensão numa área de terrenos onde a câmara tinha apenas cerca de 10% dos mesmos. As zonas assinaladas a verde no mapa correspondem aos terrenos efectivamente na posse da câmara. O resto estava em fase de aquisição. O mapa foi mostrado há tempos em assembleia municipal. Hoje não passa de uma curiosidade histórica. Mas uma curiosidade que não devemos esquecer quando falamos do passado. Quando fazemos a história de outros tempos.
1 comment Dezembro 26, 2006