Archive for Março, 2008

Os democratas

Eu não sei porque razão o Joaquim Pereira, cronista de serviço às segundas-feiras na Rádio Voz da Ria, acabou as crónicas na rádio. E como não sei não vou tecer nenhum juízo sobre isso, nem falar do que não sei. Mas seria obviamente um mau sinal que tivesse saído por alguma pressão do PS local? Não quero acreditar nisso.

Add comment Março 31, 2008

A entrevista

Algumas conclusões sobre a entrevista que Marisa Macedo deu há tempos ao Diário de Aveiro. Por falta de tempo, ainda não a tinha analisado a fundo. Mas vamos então a algumas conclusões.

1- Que a deputada considera muito difícil o PS vencer as eleições em Estarreja.

2- Que a deputada tem uma ideia do candiato à Câmara, (que não quer revelar), mas que ela está na corrida.

3- Que não sabe quando é que vai ser Presidente da Câmara?

4- Que os jornais e a rádio estão comprados pela Câmara, pois recebem subsídios e não dão assim voz ao PS.

5- Que por ser mulher é mais difícil fazer oposição e que por ser mulher é vítima de ataques baixos.

6- Que quando foi para assembleia ultrapassou toda a gente pela direita e nos deixou baralhados.

7- Que o IKEA foi-se embora porque não havia terrenos.

8- Que se o PS estivesse no poder, o Ikea nunca tinha ido embora.

9- Que afinal não está bem contra à nova piscina.

10- Que a urgência do hospital vai fechar porque os doentes eram transferidos sistematicamente para Aveiro.

Talvez seja bom olhar para isto com atenção e ver porque razão é difícil fazer oposição em Estarreja. E um dos problemas é a impreparação e obviamente a vaidade. Agora ser marginalizada por ser mulher é algo que não lembra, nem ao diabo?

Add comment Março 31, 2008

99%

De repente desaparece o Poeta e surge o 99%. Será o mesmo com outro nome? E outro em Estarreja?

Add comment Março 31, 2008

Veneno

É o que se pode dizer da comida alentejana. Sal com fartura, gorduras e enchidos. Até o pão é salgado. Passamos dois dias fora e comemos veneno em todo o lado. Nós que vivemos num país em que a comida dita “apetitosa” é comida salgada. Como é que isto é possível? Como as bolachas de água e sal comidas como se fossem boas para a saúde? Como é que é possível?

Add comment Março 31, 2008

No Alentejo

Longe das casas brancas, há a solidão dos campos. Há uma vastidão a que não estou habituado. Uma solidão que não é minha, que me custa a perceber. Mas também ali se vive como se a solidão não existisse.

Add comment Março 31, 2008

Requiem pelo poeta

Um dos blogues mais activos da blogosfera local terminou de forma abrupta. Não estava à espera de um fim tão repentino. Um motivo para reflexão.

2 comments Março 28, 2008

Salazar II

Um conterrâneo meu queixava-se há tempos de ver pela aldeia a cara do Salazar estampada em outdoors. Mas é bom que esteja por aí para toda a gente saber que existiu e que a ditadura não foi nenhum conto de fadas. É claro que os mais velhos ainda comentam que só um Salazar é que endireitava isto, o que é realmente espantoso, pois significa que conviviam com a ditadura de forma empática ou mesmo simpática. Os mais novos já não passaram por lá. Já não sabem o que foi e o Salazar até parece uma figura simpática. É claro que Salazar estava convicto da justeza da sua missão. Achava que tinha que ser mesmo assim e que a democracia não era aplicável em Portugal. Morreu coerente com o regime que tinha criado. Mas o regime aguentou tanto tempo porque o povo também achava bem. Também não se estava para chatear. E como a I República, que caiu com um golpe militar, a ditadura também só podia cair da mesma forma. Mas é bom ter memória.

Add comment Março 28, 2008

Por falar em cartas anónimas

Em Novembro de 2005, foi enviada uma carta de fonte anónima de alguém do hospital para o Voz Regionalista, onde Marisa Macedo era administradora e eventualmente jornalista nas horas vagas. Nessa altura, não teve qualquer problema em fazer destaque da situação no jornal (1ª página), sem se preocupar que estava a lidar com uma fonte anónima. E não o fez com cuidado. Fez de forma a fundamentar a teoria de que a administração da altura era incompetente, pois tinha sido nomeada pelo PSD.

Portanto, quando um comentador meu amigo que gosta de comentar estas coisas diz que em Estarreja, “até agora os órgãos de comunicação social sempre ignoraram este tipo de iniciativas, mesmo nos casos em que as notícias eram bastante suculentas” deve estar com um lapso de memória. É que sempre houve um orgão de comunicação em Estarreja que deu importância a fontes anónimas. Esse orgão, por acaso, já não existe, mas era na altura dirigido por uma amiga deste meu amigo, que agora anda admirado com o destaque que a carta anónima teve. Como também há um partido que ultimamente dá muito importância a missivas anónimas e não é concerteza o PSD. Mas enfim, calculo que seja apenas um lapso de memória ou então uma forma de proteger essa amiga.

5 comments Março 25, 2008

Afirmações espantosas

Como o Abel aqui já denunciou, a entrevista que Marisa Macedo deu ao Diário de Aveiro está cheia de deturpações e de inverdades. De facto a deputada disse esta coisa espantosa que já é uma teoria antiga mal fundamentada: “O que sabemos em Estarreja é que as pessoas que recorriam às urgências – que, aliás, não era nenhum serviço de urgências – eram sistematicamente transferidas para Aveiro. Era uma farsa, e não tivemos, antes desta, uma administração que tivesse lutado pelo hospital de forma a que conseguisse justificar que era imprescindível. Quando um hospital transfere sistematicamente todas as pessoas para Aveiro, é natural que o Ministério da Saúde entenda que o melhor é enviá-las directamente”.

Quando esta teoria foi avançada pela primeira vez, a deputada não tinha número algum sobre esta situação. Porque se tivesse saberia que a percentagem de casos transferidos para Aveiro era de 8%. Perante isto é óbvio que falou no ar, mas não esperava o retorno à mesma teoria. Ou seja, dois anos depois volta à teoria de que o governo decidiu reestruturar a urgência, porque os doentes eram transferidos para Aveiro, o que é realmente espantoso, quando todos sabemos que a decisão de reestruturação se deveu ao relatório da comissão de especialistas, que nada tem a ver com transferências inter-hospitalares. É claro que perante afirmações destas ficamos a pensar como é que uma pessoa que é deputada na AR, pode ter este tipo de ligeireza e de impreparação a falar de um assunto sério como é a reestruturação da urgência de um hospital?

Add comment Março 25, 2008

Brincar com coisas sérias

O Vladimiro Jorge de vez em quando lá volta do seu exílio para comentar a política local ou melhor dizendo para incensar o PS e criticar o PSD, o que não deixa de ser curioso para um comentador que se diz longe da política local. Infelizmente tem funcionado como correia de transmissão do PS, o que o torna um comentador pouco isento. Só que desta vez foi um pouco longe demais.

Em primeiro lugar, o Vladimiro continua insinuar que a carta anónima sobre o hospital teve grande destaque neste blogue! Fico espantado com a insinuação, pois eu próprio disse várias vezes que a sua publicação não implica qualquer apoio à mesma, bem pelo contrário. Basta ler o que escrevi, mas insiste na insinuação passando uma borracha sobre tudo o que escrevi. Ao contrário de uma deputada conhecida nunca fui para assembleia municipal comentar cartas anónimas, mas aí mais uma vez, o Vladimiro Jorge fecha os olhos e nem uma palavra.

É um facto que a concelhia do PS não quis comentar a carta e não quis porque não lhe convinha. Porque se a administração do hospital tivesse sido nomeada pelo PSD aposto que a comentava logo. Aliás, basta dizer o que aconteceu no tempo da anterior administração, quando a propósito de uma situação que envolvia fontes anónimas, Marisa Macedo, não hesitou em dar também o devido destaque à mesma no Voz Regionalista salientando a situação preocupante que se vivia no hospital. E aí não se queixava da falta de imparcialidade de ninguém. Mas sobre isto nem uma palavra do Vladimiro.

É claro que a suspensão do jornal que tinha e do tempo de antena que tinha por lá, Marisa Macedo virou-se para a rádio e para o Jornal de Estarreja, em relação aos quais nunca teve grande confiança e onde esperava mais tempo de antena.
O Jornal de Estarreja foi o primeiro a perceber o jogo do PS e a demarcar-se de tais acusações. Mas Rádio Voz da Ria não percebeu isso e ficou à espera que o assunto morresse por si. Fez mal, pois devia ter-se demarcado logo na primeira hora de tais acusações.

É óbvio que os partidos políticos podem obviamente queixar-se da comunicação social. Nada contra. O que não é normal é uma rádio ser atacada como foi e ficar em silêncio. Ora para o PSD este silêncio não era aceitável, pois na óptica do PSD (e cada um pensa obviamente o que quiser) existia uma campanha em curso de condicionamento da rádio e do jornal. Portanto, o que estava em questão não era apenas uma mera questão jornalística como acha o Vladimiro. O que estava em questão para nós era uma campanha de condicionamento levada a cabo pelo PS.

Depois não é a primeira vez que partidos políticos acusam as direcções de orgãos de comunicação disto e daquilo. A vida é mesmo assim e foi isso que o PS fez em relação aos orgãos já citados.

Também já escrevi que não está em questão nesta situação, o voluntarismo das pessoas que estavam na rádio. Para mim, nunca esteve em causa. Fazem o melhor que sabem e podem. O que está em questão é que essas pessoas deixaram-se enredar num ataque movido pelo PS tendo reagido demasiado tarde e de forma ténue. Aliás, basta comparar a reacção do Jornal de Estarreja e da rádio para ver a diferença.

Agora, o que eu não posso obviamente admitir é que o Vladimiro tenha a falta de senso de dizer que o Severiano saiu da rádio por causa de um ataque do PSD. Isso é que eu não posso admitir até pelo respeito que tenho pelo Severiano.

O Severiano Oliveira saiu da rádio porque foi atacado directamente pelo PS local, não só pela queixa de que foi alvo na ERC, como também pelas acusações que Marisa Macedo fez no programa “Pensar Estarreja” contra ele e também pelas acusações de falta de imparcialidade que eram claramente dirigidas a ele como responsável editorial. E é bom que isto seja público. E quem levou a direcção à demissão foi também o PS com a campanha que fez. O mesmo PS que pediu uma reunião à direcção da rádio para fazer queixas e que depois de esclarecido espetou na mesma uma carta no Jornal de Estarreja com o conteúdo que todos conhecemos. O mesmo PS que fez uma queixa na ERC contra essa pessoa que o Vladimiro Jorge diz ter sido a “alma da RVR”. E é pena que o Vladimiro Jorge tenha deturpado com este post as razões da demissão “da alma da RVR”, pois não custava nada ligar-lhe a perguntar-lhe porque tinha saído. Insinuações contra a mim, já estou habituado, agora dizer que a culpa foi do PSD é brincar com as pessoas e neste caso com o Severiano Oliveira.

2 comments Março 25, 2008

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