Archive for Novembro, 2008

O euromilhões

Há sexta-feira é sempre a mesma coisa. No quiosque onde passo há filas para o euromilhões. Gente a tentar ficar rica da noite para o dia. Desta vez havia um jackpot de 28.000.000 €. Os portugueses fartaram-se de jogar, mas o prémio não veio para cá. Um estrangeiro felizardo ganhou os 28.000.000 €. No 2º prémio também não tivemos sorte. Tudo para o estrangeiro. Só no 3º prémio é que tivemos umas migalhas. Dois apostadores portugueses ganharam 53.000 €.  

É melhor assim. Um tipo ganhar uns milhões da noite para o dia pode ser uma dor de cabeça. É de um tipo fugir. De esconder-se, porque de repente é perseguido por toda a gente. Toda a gente lhe pede dinheiro, todos querem alguma coisa. Deixamos de ter paz. Há sempre a hipótese de não dizermos nada a ninguém, mas aí como é que vamos justificar o carro novo? A casa nova? A mudança de padrão de vida? Mais vale 53.000 €. Não é muito e não ficamos ricos e não temos que mudar de casa, de sítio, de tudo o que temos. Mas eu nem isso. Nem 10 €. Bem, também não jogo…

Add comment Novembro 29, 2008

Cowboys And Angels

Ouvi isto muitas vezes. Nunca tinha visto o vídeo. Uma canção de amor feita na perfeição pelo cantor infame.

2 comments Novembro 29, 2008

Nikita

Pois é ouvia-se disto. E isto é mau, muito mau mesmo, mas esteve semanas e semanas no Top. Hoje à distância só a Nikita se aproveita. Nunca descobri quem era a rapariga?

3 comments Novembro 27, 2008

O hospital

Cumpriu-se a vontade do Governo. Estive hoje a ler o despacho da ministra. Uma longa conversa para justificar o fecho. Lá traz os números a dizer que em 2007, apenas 7% dos antendimentos foram entre a meia-noite e as oito da manhã. É um facto que não é muito, mas não deixam de ser 7%.

Já aqui fiz o balanço diversas vezes e é pena que não se tenha conseguido a transformação do serviço num SUB.  Mas quem manda em Lisboa nunca mostrou nenhuma vontade nesse sentido. Portanto, conseguimos o possível e pouco adiantava continuar a protestar. O prostesto ia dar no mesmo, ou seja, num protocolo. Foi o que tiveram todos os outros, mesmo os que protestaram muito, como o caso de Anadia, que ainda não tem nada.

Aliás, tenho acompanhado a situação de Anadia, onde Litério Marques vai dando a ideia que resiste ao acordo. Está trilhado entre o Governo e a população, mas vai acabar por assinar alguma coisa. Disso não tenho dúvida. Portanto, fartou-se de fazer barulho de pedir isto e aquilo e no fim tem o mesmo que os outros. Não é por causa disso que vai perder as eleições, mas no caso dele é uma derrota. No fundo, o Governo nunca lhe fez a vontade, apesar da pressão pública que fez. Um caso para estudar e reflectir.

Add comment Novembro 26, 2008

História desatinada de Portugal

Um livro que é uma compilação de algumas respostas de alunos nos testes de História de Portugal colhidas por Luis Mascarenhas.  O autor é professor de História e ao longo dos anos foi recolhendo respostas interessantes nos testes que fez. Há muita coisa para ver. Uma engraçada sobre o fim do Estado Novo e o 25 de Abril diz assim: o 25 de Abril foi o adeus à Ditadura e o olá à Liberdade. Está bem, nem eu diria melhor.

Add comment Novembro 25, 2008

Bem bom

Então era isto que este tipo andava a fazer. Reciclar material antigo. Assim também eu…

Add comment Novembro 23, 2008

Fechou

Era a maior livraria do país. Nunca cheguei a passar por lá, mas agora que fechou perdi a oportunidade. Na altura cheguei ainda a pensar que uma livraria tão grande só podia aguentar-se em Lisboa, embora os custos fixos fossem enormes. Mas estava enganado. Nem em Lisboa. Foi à falência. Já não pagava aos fornecedores. O livro nunca foi um grande negócio e agora menos ainda…

1 comment Novembro 20, 2008

Quebramos os dois

Add comment Novembro 20, 2008

Será que li mal?

É natural as pessoas em democracia discordarem umas das outras. Portanto, é natural que as opções políticas das autarquias, do Governo, e de outras entidades possam merecer a nossa discordância. Agora há muitas formas de discordar de quem governa e o recurso à frase fácil e incendiária não me parece que seja a melhor forma de argumentar contra a quem governa.

Surge isto ainda a propósito do famoso artigo que o Abel Cunha escreveu a respeito do PIDDAC e que já foi aqui comentado. O meu regresso ao tema serve apenas para exemplificar o tipo de teorias que o Abel tem desenvolvido a respeito do poder local e que não me parecem ser as mais correctas para analisar a realidade local. Mas serve também para esclarecer a resposta do Abel, que disse que nunca culpou a Câmara pelas verbas do PIDDAC, quando não é bem isso o que está no artigo. A não ser que eu tenha lido mal…

O artigo não é propriamente um artigo sobre o PIDDAC, mas sim as queixas habituais sobre a delapidar do dinheiro público pela Câmara. Como o Abel diz “quem gasta a esmo em equipamentos improdutivos e práticas desportivas populares, não precisa de dinheiro do OGE”. Mas continua mais à frente dizendo que “Estarreja vive numa leveza insustentável de benfeitorias com dinheiros públicos, assente numa simbiose parasitária de pequenos lobbies associativos que vão subsistindo do suor de quem paga impostos e vê, o seu esforço delapidado em Lycras e festarolas”. Conclui depois no fim do artigo dizendo que “onde não há cabeça, tudo são pés e não será com gente que pensa com os pés que construiremos um país decente ou, pelo menos, aceitável, pelo que não é de estranhar o manguito que a administração central fez à autarquia de Estarreja.”.

A interpretação que faço da afirmação anterior é que o Governo não deu praticamente nenhum dinheiro a Estarreja no PIDDAC, porque percebeu que a Câmara anda delapidar o dinheiro público em festarolas, em parques de merendas em subsídios às colectividades, e etc.. Será que li mal? Se li mal, peço que me corrigam. Mas se li bem é evidente pela prosa que a culpa do PIDDAC é da Câmara que anda a estourar o dinheiro dos contribuintes e não do Governo. Portanto, espero que o autor da frase diga de uma vez por todas sem rodeios qual é o sentido da afirmação sublinhada. É que há muita gente que leu como eu li.

5 comments Novembro 19, 2008

Eu gostava de entender…

De facto, gostava de entender como é que se gastam 55 milhões de euros em subsídios às colectividades ou em juros como diz o Abel. É que o Abel ainda não explicou como é que se gastaram 55 milhões de euros no concelho, quando o Abel só vê subsídios às colectividades e parques de merendas? Também não explicou como é que diz que não ataca nada nem ninguém para a seguir dizer que o “executivo é inconsciente” e “que estamos a perder pelo menos oito anos de investimento produtivo.” Se isto não é um ataque político então o que será?

Depois a respeito de um post meu sobre o PIDDAC, diz que não gosta de políticos oportunistas, nem de aldabrões e uma série de outros atributos. Bem, eu também não, mas o post era sobre o PIDDAC não era sobre os políticos aldrabões? Portanto, não percebi onde quer chegar com isso?

Depois diz ainda que eu ganho 65 € na AM (em parte à custa do Abel) apenas para votar a favor da Câmara, ou seja, está a dizer que eu não mereco os 65 €, porque voto sempre a favor da Câmara. Bem, não fui eu que fiz a lei das senhas de presença. Já existe desde os anos 70. Eu também pago impostos em Estarreja, tanto municipais como nacionais. Portanto, também contributo para a minha senha de presença e pago IRS sobre a mesma. Portanto, também é à minha custa. Se faço pouco ou muito só quem vai às assembleia é que pode avaliar, o que não parece ser o caso do Abel.

Mas Abel eu não insinuo nada, apenas me limito a constatar uma coisa muito simples. Tem havido de sua parte um ataque político constante à Câmara é às pessoas do executivo. Nem sempre com as palavras mais correctas e nem sempre com conhecimento do que se passa. Está obviamente no seu direito, agora penso que podemos discordar politicamente das pessoas de forma rigorosa e educada e não da forma como costuma fazer. Não há rigor em muitas da críticas que faz. O que há é a crítica fácil e incendiária.

Portanto, podemos criticar tudo e todos, agora considerações a dizer que quem governa localmente não tem respeito nenhum pelos contribuintes e que anda a brincar com as pessoas e a delapidar o dinheiro dos pobres contribuintes ou que eu não mereco o dinheiro da senha da AM,  são considerações perfeitamente escusadas. É que eu não ando a brincar com ninguém, nem a delapidar o dinheiro público de ninguém e a Câmara também não. E já agora convém também dizer que quem governa também paga impostos. Portanto, o dinheiro público não é só do pobre contribuinte chamado Abel Cunha. É que  contribuinte em questão parece esquecer-se disso muitas vezes.

Add comment Novembro 18, 2008

Previous Posts


Arquivos

Blog Stats

Blogroll

Blogues antigos

Contacto

Comentários Recentes

josematos no Coisas do sedentarismo
fermelanidades no Coisas do sedentarismo
josematos no Coisas do sedentarismo
eli no Coisas do sedentarismo
josematos no A saga continua

Posts Recentes