Era escusado…
Julho 11, 2009
É incrível o papel que as pessoas por vezes fazem para servir um partido. Esta crónica é um bom exemplo disso. Tem várias afirmações que merecem um comentário, mas salientava a parte final:
“Que fidelidade demonstrarão os eleitores de uma freguesia quando, por exemplo, verificarem que o seu Presidente de Junta, depois de ter sido insultado e rotulado de malandro, vai continuar coligado a José Eduardo de Matos para “pagar” o emprego de um familiar? Como se sentirão esses eleitores? No mínimo, têm o direito de se sentirem lesados. No mínimo, têm direito de se sentirem traídos!”
O Presidente em questão é o José Fernando Henriques de Veiros, a quem a Catarina Rodrigues chama de traidor e de vendido, pois parece que afinal só se candidata de novo pela coligação para pagar o emprego que a filha tem na Câmara. Admira-me a vereadora chamar traidor e vendido a um homem que conhece bem, amigo do próprio pai da vereadora e que nunca lhe deu razão alguma para esse tipo de classificativo. E admira-me mais ainda sabendo que o próprio PS o convidou várias vezes nos últimos tempos para ser candidato pelo PS. Então o PS foi convidar um traidor e um vendido? Ou será que isto é apenas uma pequena vingança pelo facto do José Fernando não ter aceite o convite socialista?
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1.
Oliveira | Julho 11, 2009 at 10:20 am
Não me parece que chame nada disso. Ora leia melhor.
Você é que abusa das palavras!
Mas já agora esclareça-nos: a filha do senhor que você identifica entrou ou não recentemente para a Câmara?
E o PS também o convidou a si para a Junta de Fermelã?
2.
josematos | Julho 12, 2009 at 1:47 am
Caro Oliveira
Ela chama mesmo isso, basta ler, pois se os eleitores se sentem traídos é porque alguém os traiu, ora quem os traiu foi o Presidente da Junta, portanto, é um traidor.
Também lhe chama um vendido, pois diz que depois de insultado pelo Presidente da Câmara não teve problema nenhum em voltar coligar-se para pagar o favor do emprego da filha. Portanto, vendeu-se à coligação para pagar o favor que lhe fizeram.
Ora a filha do José Fernando não está na Câmara por nomeação política, se estivesse na Câmara por nomeação política então aí vocês podiam queixar-se. Agora ela entrou como funcionária por concurso público. Se a vereadora Catarina tinha dúvidas sobre isso tinha pedido o processo aos serviços competentes, não vinha para a praça pública acusar o Presidente da Junta de Veiros de que este anda a pagar favores ao Presidente da Câmara por causa do emprego da filha. É triste ler isto de uma pessoa que o conhece muito bem e só se percebe o ataque por vingança por não ter aceitado o convite do PS.
Eu sei que o PS andou a convidar os possíveis dissidentes do PSD. Também o fez em Canelas com resultados que em breve serão divulgados. Só que em Fermelã não há dissidentes, portanto, o PS tem pouca sorte por estas bandas…
Um abraço
José Matos