Mesa

A actuação dos MESA em Estarreja esteve a um bom nível. Boas canções, boa vocalista (embora muito mal vestida) e uma plateia mais ou menos atenta. É claro que fica a dúvida até que ponto não valia a pena concentrar este tipo de concertos nas festas da vila. É que não esteve assim tanta gente como isso durante o concerto. A tenda estava composta, mas calculo que estivessem menos de 200 pessoas lá dentro. Mas cá fica a minha vénia à câmara por se ter lembrado deste grupo.
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5 de Outubro

É caricato perguntar ao povo a razão do 5 de Outubro? Muitos não sabem, outros lá dizem que foi a implantação da República. Mas quando se pergunta quem foi o primeiro Presidente da República e aí já a coisa fica mais difícil. Arriaga, quem é esse? E o pobre do Manuel de Arriaga que só há pouco tempo teve o reconhecimento devido com a transferência dos seus restos mortais para o Panteão Nacional continua na sombra da História. Mas mesmo a República. Quem sabe quantos anos durou? Como acabou? O que veio a seguir? Se formos à rua perguntar isto ao povo quantos responderão certo? Sei que isto não torna ninguém mais feliz, mas que diabo devia dar-se na escola! Se é feriado devia saber-se a razão! Ou sou eu que estou mal?

Na hora da morte

Na hora da morte há sempre homenagens a prestar. A minha primeira é para esta câmara que sempre defendeu o traçado a poente sem nunca vacilar, sem nunca mudar de agulha. Por ela já teria sido construído há muito. E estou convicto que vai continuar a lutar, que não vai desistir de ter uma alternativa à 109. Á comissão dinamizadora que também lutou até ao último momento sem nunca hesitar. Pena ter sido uma luta inglória. Mas fica a luta, o sinal de que as pessoas quando querem conseguem mobilizar-se e lutar por uma causa. E por fim, a todos os políticos que passaram por Estarreja e que na sua inocência deram a sua palavra de que iam fazer tudo para que o IC1 fosse a poente. Mal sabiam eles que estavam a prometer o impossível. Mas foram sinceros e devemos homenageá-los por isso.

O IC1 morreu

Lá peguei no carro e fui dar uma voltinha pela A17 entre Aveiro e Mira e constatei uma coisa curiosa. O IC1 morreu. Não se vê o seu nome em lado nenhum. Mesmo nos jornais já ninguém fala dele. Só se ouve falar em auto-estrada e portagens. Fiquei a pensar no assunto. Na morte subtil que lhe deram. Na falta de sentido que passou a ter a defesa de qualquer conclusão do traçado entre Estarreja-Angeja. Para que queremos nós mais uma auto-estrada com portagens mesmo com desconto? É que já não vai ser o IC1 tão sonhado. Esse morreu, acabou. Como já circula na blogosfera é bom é começar a planear uma variante alternativa à 109 e uma boa ligação à Murtosa. O resto já pouco interessa. Ser a poente ou a nascente deixou de fazer qualquer sentido. As cegonhas vão ficar contentes e os verdes também. Por isso, parece-me que é bom é começarmos a pensar num futuro sem ele, mas com soluções para os problemas existentes. Mas é bom que se diga que quem matou o IC1 não fomos nós. Foi morrendo aos poucos. Agora foram as portagens, mas já antes o tinham atingido de morte quando criaram a ZPE a poente ou quando decidiram aumentar a A1 para mais duas faixas arrumando com qualquer solução a nascente.

Lá em baixo, em Lisboa, já sabem o mesmo que eu. Que fica mais barato uma variante à 109 e uma ligação à Murtosa do que uma auto-estrada a poente, mesmo contando com as indemnizações ao concessionário da obra por esta não se fazer. Também já devem ter percebido que era muito difícil justificar a travessia pela ZPE ou ainda fazer o traçado a nascente com o alargamento da A1. Mas no segredo dos gabinetes continuam a estudar dizem eles. Não podem vir cá fora dizer isto. Mas cá fora já o mataram subtilmente. Já o suprimiram e esperam que a memória do povo faça o resto. E quando o povo perceber que ele já morreu aí sim, vão publicar a notícia do óbito. Não faltarão alguns a chorar a sua morte. Mas a tristeza passará depressa caso existam soluções. E é isso que deve ser feito logo a seguir ao enterro. Que sejam apresentadas novas soluções.