Listas II

A ida de Regina Bastos em 2º ou 3º lugar na lista do PSD de Aveiro era difícil e as notícias que saíram nos jornais da semana passada não passavam de especulação. Mesmo assim, o 5º lugar na lista garante que vamos ter uma deputada da nossa terra na assembleia da república. Fico contente e acho que a sua presença na assembleia será sempre uma ajuda para Estarreja. Acredito que muita gente no PSD de outros concelhos não tenha ficado satisfeita com a lista aprovada, mas seria vergonhoso que Regina Bastos não ocupasse um lugar elegível.

Quanto à lista do PS, acredito que não tenha sido fácil incluir Marisa Macedo no 10º lugar. Penso que o PS de Estarreja nunca conseguiu meter ninguém num lugar tão bom. É possível que também venha a ser deputada. Desta forma, podemos ter duas deputadas da terra na assembleia da república, uma situação completamente inédita na nossa história.


Ainda sobre o PS Estarreja desconheço o peso político que tem junto da distrital, mas sei que no passado nunca conseguiu muita coisa devido ao estilo peculiar do seu membro mais destacado. Parece que agora alguma coisa mudou. Falta agora sabermos quem vai ser o candidato do PS à câmara de Estarreja.

O voto

Voltando ao voto favorável ao orçamento do deputado do PS, José Alberto Figueiredo, esperava que o Vladimiro Jorge também o elogiasse no seu blogue. Mas não. Achou mal o sentido de voto que o José Alberto Figueiredo teve. Reconheço que o deputado em questão ainda não explicou bem porque votou assim, mas não deixa de ser corajoso o acto em si. É uma pedrada no charco. É que quando estamos na oposição há sempre alguém a lembrar-nos que a oposição é isso mesmo é ser do contra. E ser do contra é fazer oposição e, portanto, é um círculo vicioso. Ora quando alguém na oposição tem a coragem de quebrar este ciclo e votar favoravelmente o orçamento da câmara estamos perante algo de novo. É claro que se fazemos parte de uma lista apoiada por um partido há condutas e regras a seguir, mas isso não significa que um deputado fique cego, surdo e mudo e que só faça aquilo que o partido quer. E isso é o que muitas vezes acontece, seja na nossa assembleia, seja na assembleia da república. Ao votar favoravelmente o orçamento, o José Figueiredo mostrou que sabe pensar por si e que acima dos interesses do partido estão os interesses da sua terra e das pessoas que o elegeram. E o problema é que muitas vezes os partidos pensam que os seus interesses são os interesses da terra ou das pessoas que votam neles. E nem sempre é assim. Por outro lado, o voto dele é também um sinal claro de que ser da oposição não significa votar sempre contra. É natural que haja desacordos, mas mesmo quando há acordo vota-se contra porque o partido manda. Infelizmente isto é assim há demasiado tempo e não vejo tendência para mudar.

Por fim, gostaria de dizer que o facto de ser um deputado que está sempre à minha beira na assembleia também ajuda, pois a influência positiva que sofre é muito importante nestas ocasiões. Mas sei que ele votou por si e pela sua consciência e não por nossa causa. O mesmo já não se pode dizer do deputado da CDU, que pelos vistos sofreu muito com a nossa influência.

Listas

Ainda não tinha aqui comentado a lista do PSD de Aveiro, mas a inclusão de Regina Bastos em 2º ou 3º lugar da lista de Aveiro é merecida e dá pela primeira vez a Estarreja um deputado na Assembleia da República. A presença de Marques Mendes em 1º lugar também é importante, pois é um político que conhece bem o distrito. Portanto, aqui estão dois bons motivos para votar nesta lista nas próximas eleições. Falerei brevemente da lista do PS para vermos quais as diferenças.

A comida no prato

O homem que come nesta mesa não sabe uma coisa. Não sabe que a luz demora 1 nano segundo a percorrer os 30 cm de distância que vão da comida no prato até aos seus olhos. Também não sabe que toda a comida que está em cima da mesa é uma imagem do passado. Era assim há 1 nano segundo atrás. Mas come, mesmo estando a comer passado. Como nós todos os dias.