Arquivo municipal

Todas as câmaras como a nossa possuem um arquivo municipal composto por milhares de documentos que relatam a história do município ao longo do tempo, no nosso caso desde o século XIX. Ora qualquer historiador que quisesse fazer a história do nosso município devia ter esse arquivo disponível e em condições de ser consultado. A verdade é que até hoje ninguém se importou com isso. O arquivo está votado ao abandono numas estantes e numa cave à espera que alguém o organize. E é espantoso que durante estes anos todos ninguém se tenha preocupado com isso, ou seja, em preservar e organizar a memória do município. Finalmente vai ser organizado e ter um lugar digno na câmara de forma a poder ser consultado.

Na hora do adeus

Ainda me lembro daquele dia distante em 1978, em que um penacho de fumo branco saiu pela chaminé anunciando um novo papa ao mundo. Guardo na memória o fumo e o homem que veio do Leste. Foi um corredor infatigável. Soube estar no seu tempo e resistiu até ao fim, mesmo doente e cansado. Foi um bom pastor. Guardaremos a memória dele.

Leituras

É com um certo gosto que vou vendo em português jornais como “Le Monde Diplomatique” ou agora o “Courrier International”. Em 1975, já tinha havido uma edição portuguesa do “Le Monde Diplomatique”, então uma iniciativa da editora D. Quixote e de Snu Abecassis. A actual edição nasceu de uma ideia de Jorge Araújo (editor da Campo das Letras) e de Edgar Correia, ex-dirigente do PCP e membro dos Renovadores Comunistas. Foi assim que surgiu a Campo da Comunicação, tendo como editor Jorge Araújo, que publica o jornal. Quanto ao “Courrier International”, o número zero sai hoje com o Expresso, com uma tiragem de 180 mil exemplares. O lançamento formal é na próxima semana com uma conferência de António Guterres sobre a reforma das Nações Unidas na Culturgest. O primeiro número estará nas bancas no dia 8 deste mês. O jornal, dirigido por Fernando Madrinha, vai ter cerca de 85% do conteúdo semanal da edição francesa. O restante constitui-se de informação e análise nacional.

Ora tudo isto é interessante para nós, pois durante muito tempo quem queria ler notícias ou análises sobre problemáticas internacionais tinha que ler em francês ou inglês. A publicação de versões portuguesas de jornais de referência é agradável e é bem capaz de cativar um maior número de leitores. Não quer dizer que sejam o que melhor se publica na área. Mas são realmente jornais que vale a pena ler, dado do âmbito que abordam e os autores que escrevem nos mesmos. De vez em quando leio, embora não seja um leitor habitual. Tenho outras coisas para ler todos os meses, mas sempre que posso leio alguma coisa.

Mas fiquei mais agradado com a saída recente em França da revista “DSI” do mesmo grupo editorial que publica a revista “Diplomatie” (bimestral) também recente em França. São duas revistas muito interessantes e a DSI surge agora para analisar mais as questões de Segurança e Defesa. A revista está à venda em Portugal e qualquer um pode comprá-la e avaliar o que estou a dizer. E esta sim, valia a pena ser traduzida para português. Aqui fica a sugestão.