Continuamos a brincar com as palavras…

Não era para voltar a este assunto, pois acho que é um jogo de palavras que não nos leva a lado nenhum a não ser à descredibilização do maior partido da oposição. Mas volto porque este é um jogo que merece ser analisado pela ingenuidade com que foi gerido pela líder do PS local e pelas consequências que terá no futuro. O caso tem mais amplitude do que se julga e um dia vão perceber isso.
O disparatado caso da queixa misteriosa como lhe chama o Vladimiro Jorge é na verdade um caso típico de impreparação política e de um processo de encenação levado a um extremo, que só pode ter consequências negativas em quem o alimenta desta forma.
É óbvio que em política quando fazemos uma queixa contra alguém é de esperar que o visado tenha conhecimento dela de alguma forma. Pensar que o visado não vai descobrir isso é de quem não sabe como funcionam as coisas em política.
Ora, quando temos noção disto devemos estar preparados para assumir o que fazemos. Ou melhor dizendo devemos estar preparados para quando o visado usar a queixa como arma política. Toda a gente faz isto e o próprio PS no passado usou o mesmo artifício para fazer política contra as queixas do PSD.
Ora, o Presidente da Câmara esperou obviamente o momento certo para lançar o ataque e ao contrário do que diz o Vladimiro Jorge (e custa-me perceber o erro, pois eu próprio aqui já tinha dito como correu a assembleia nesse ponto), o adversário teve hipótese de reagir, pois foi-lhe dada a palavra logo de seguida para a reagir.
Ora, o que adversário devia ter feito naquele momento era estar preparado para a situação e ter dito que tinha de facto feito uma queixa no IGAT e ter explicado porque razão a fez. E ter explicado também que tinha toda a legitimidade para a fazer, dado as desconfianças que tinha em relação à situação dos terrenos no Ecoparque e à falta de resposta do executivo às explicações exigidas pelo PS.
Desta forma, tinha esvaziado logo a polémica e respondia de forma frontal ao ataque do Presidente da Câmara. Ao invés disso, mostrou-se surpreendido e atrapalhado e não confirmou nem negou a autoria da mesma.
Mas pior do que isso, foi no dia seguinte ter montado uma encenação baseada num mero jogo de palavras, em que dizia que o PS local não tinha apresentado queixa nenhuma, quando todos nós sabemos que a queixa foi feita em nome pessoal por alguém ligado ao partido. E para que a encenação fosse credível deram-se mesmo ao trabalho de escrever ao IGAT, para o que esta entidade mandasse um fax a dizer que o PS de Estarreja não tinha feito queixa nenhuma.
Ora, ao entrar neste processo de negação, a deputada Marisa Macedo (porque é dela que se trata como líder do partido) cometeu um erro, só compreensível pelo historial que tem atrás de si. Em vez de ter enfrentado a situação com responsabilidade e com a consciência de que tem obviamente o direito de fazer as queixas que bem entender, refugiou-se numa encenação sem sentido e que só servirá para descredibilizar a sua liderança e o próprio partido a longo prazo.
É que um dia destes toda a gente vai saber o nome da pessoa que apresentou a queixa e aí muita gente vai perceber a encenação que foi montada. Numa palavra simples, o PS e a sua liderança vão ficar mal no retrato. Vão descredibilizar-se e dar munições ao Presidente da Câmara para mais ataques.
É que quem governa vai obviamente aproveitar o episódio para dizer que a liderança do PS local não é credível, nem de confiança, pois se o fosse não fazia o que fez e assumia as queixas. Porque aquilo que fez é uma brincadeira de miúdos, incompreensível num partido que aspira governar o município.
Também me custa ver o Vladimiro Jorge entrar nesta encenação sem perceber que o caso é muito mais grave do que parece e que terá consequências futuras em todos que o alimentam. É que suspeito seriamente que o Vladimiro Jorge só conheça metade da história ou mesmo uma quarta parte e que não lhe tenham contado o resto dos episódios. Um dia quando souber o resto talvez perceba que tem sido usado para alimentar a encenação.
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Fácil de entender

Os Gift estão de regresso com uma colecção de êxitos e novas canções, uma dela em português. Além disso, lançaram o seu primeiro DVD. Aqui fica a letra da canção em português.

Talvez por não saber falar de cor,
Imaginei…
Talvez por saber o que não será melhor,
Aproximei…
Meu corpo é o teu corpo,
O desejo entregue a nós..
Sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti,
Adeus, um dia voltarei a ser feliz.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor.
Não sei o que é sentir…
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei…
Triste é o virar-te costas, o último adeus.
Sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim,
tratar de mim, olhar pra mim…
Escutar quem sou.
E se ao menos tudo fosse igual a ti.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor.
Não sei o que é sentir…
Se por falar, falei,
pensei que se falasse era fácil entender.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor.
Não sei o que é sentir…
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
É o amor que chega ao fim.
Um final assim-assim.
É mais fácil entender.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor.
Não sei o que é sentir…
Se por falar, falei, pensei que se falasse..
É mais fácil de entender.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor.
Não sei o que é sentir…
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil entender.

Espírito reformador

Para quem tinha dúvidas sobre o espírito reformador de José Eduardo Matos, pode agora ver no PIDACC até onde vai esse espírito. Querer arranjar a Ponte da Varela e ainda por cima ter uma verba contemplada no PIDACC é algo de assinalável. Ou seja, que maior exemplo podemos nós ter de um Presidente que quer fazer obras no concelho vizinho! Que se preocupa com os seus conterrâneos, mesmo quando eles vão para Torreira passar férias! A Murtosa devia-nos agradecer por tal solidariedade.