Coisas da saúde.

Até há pouco tempo, o Dr. Fernando Portal era o presidente do CA do Hospital de São João da Madeira. Durante o período em que documento técnico sobre o fecho das urgências esteve em discussão, o Dr. Portal emitiu a sua opinião numa rádio local dizendo que era contra ao encerramento das urgências no seu hospital. Quando chegou ao fim da sua comissão de serviço foi-lhe dito claramente que não lhe renovavam a comissão porque ele se tinha manisfestado publicamente contra o fecho das urgências. Num lugar de nomeação política era natural que o Dr. Portal fosse substituído por um socialista. Muito bem. Nada contra. Agora dizerem-lhe que o mandavam embora porque ele se tinha manisfestado contra o encerramento das urgências durante o período de discussão pública do documento é obviamente grave. Então o ministro não estava durante esse período a colher opiniões? Ora não estava escrito em lado nenhum que o médico em questão não se podia pronunciar. Ou a discussão pública era só para quem não era médico? Realmente um episódio lamentável. Mas aconteceu aqui bem perto de nós.

Sobre as declarações recentes do ministro sobre as taxas moderadoras. Há muito que penso que deviam de existir taxas moderadoras na saúde diferenciadas em função do rendimento de cada um. E não escolho idades. Se um reformado com mais de 65 anos tem por mês 1000-1500 euros de reforma, acho obviamente que deve pagar taxas moderadoras. Estar isento só por que é reformado e idoso não tem muito sentido. Por outro lado, quem ganha 1500 euros/mês não deve pagar obviamente o mesmo que aquele que ganha 500 ou 600 euros.  Mas actualmente paga. Em relação às crianças reconheço que é polémico, mas quem tem bons rendimentos devia pagar. É claro que quem tem bons rendimentos não vai ao SNS. Vai ao privado.

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One thought on “Coisas da saúde.

  1. Gosto de ser solidário mas detesto ser otário.
    Sobre taxas moderadoras e outras distingo bem entre quem realmente é pobre e quem se diz (ou é tido po) pobre.
    Quando convém, o País está cheio de pobres (fala-se em dois milhões). Há muitos pobres infelizmente. Uns porque a sorte khes foi madrasta. A esses toda a ajuda é pouca. A maioria porém é pobre porque quer ou por conveniência.
    Olhe Sr Matos: já vi muitos “pobres” no Centro de Saúde que não pagam nem taxas nem medicamentos e saem de lá de Mercedes.
    Há muitos “pobres” com casas de férias; que não dispensam férias no estrangeiro; que frequentam assiduamente bons restaurantes; que esbanjam fortunas para assistirem, ao vivo, ao triste espectáculo do clube da sua simpatia.
    São apenas alguns exemplos.
    Deixe de ter pena dos coitadinhos e vá denunciando estes oportunistas. Aplaudirei com ambas as mãos.

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