Algumas respostas (ao Vladimiro)

O Vladimiro Jorge é obviamente um caso diferente do Abel Cunha. Também gosta de frases incendiárias, mas tem um problema de proximidade partidária ao PS, que o leva a atacar a CME por tudo e por nada. Devido a esta embirração partidária, também interpreta mal o que eu escrevo.

Reparem que destaca logo o papel do PS e da deputada Marisa Macedo, que quando o caso foi conhecido emitiu logo um comunicado de puro aproveitamento político, como na altura eu próprio e o Abel Cunha denunciamos, acusando a Câmara de tudo e mais alguma coisa.

Em assembleia municipal (onde estou), por acaso, até fui o primeiro a falar do assunto (é habitual falar primeiro do que a deputada Marisa Macedo, mas só mesmo por isso). O PS também falou, mas tanto no meu caso como no caso do PS, foram declarações de circunstância condenando a situação e exigindo uma resposta das entidades competentes. Em termos práticos não resultaram em nada. Aliás, se o PS estivesse assim tão preocupado com a situação como dava a entender no seu 1º comunicado político, podia ter apresentando ao longo do tempo uma moção em assembleia. Nunca o fez.

Depois nunca cantei vitória de coisa nenhuma. Apenas me limitei a constatar que os resultados tinham sido comunicados e que os níveis de compostos orgânicos estavam abaixo dos limites definidos legalmente. E mostrei a minha decepção por tudo ter demorado tanto tempo e o descrédito que isto tem para as entidades responsáveis pelas análises. Foi isso que fiz. É claro que o facto das lamas terem sido tratadas antes da deposição, não significa que a lei tenha sido cumprida no que diz respeito a outros requisitos, como o licenciamento da empresa para fazer o que fez, como a análise prévia dos solos, como a quantidade de lamas depositadas, ou seja, uma série de outros pressupostos que a lei define e que não foram cumpridos como a própria CCRC já assumiu em relação à empresa responsável.

Portanto, não há aqui vitória política nenhuma. O que há é a constatação dos factos com muito pena minha. Portanto, vamos lá ver se és um bocadinho mais justo nos teus comentários e se deixas um pouco o discurso partidário de lado. É que já começo a duvidar se sou eu que escrevo mal e se és tu que lês sempre mal o que eu escrevo?

Também constato que o Vladimiro Jorge não perdeu o hábito blogosférico de comentar assuntos que conhece mal ou sobre os quais não leu o que devia ler. Parece-me (embora ele não seja claro nesse aspecto e posso estar a ser injusto na observação) que também coloca em causa a validade das análises feitas. Espero que não entre por esse caminho sem primeiro ver as análises. E espero também que emende aquilo que disse em relação à Câmara, pois o facto de desconhecermos a actividade camarária não é razão para falarmos sem saber do que estamos a falar.

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2 thoughts on “Algumas respostas (ao Vladimiro)

  1. Olá José Matos. Só uma nota: se as análises só tratam dos aspectos que foram divulgados na imprensa, obviamente que as critico tecnicamente. Aliás, estranhei que na comunicação social só se falassem de aspectos menos relevantes (sob o ponto de vista técnico) e que não houvesse qualquer referência a bactérias, parasitas ou vírus. Pode ser deformação profissional, mas para mim é quase só isso que está em causa. O resto é palha…

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