Coisas da assembleia

Convergência

Sobre o processo de reestruturação das urgências do HVS e sobre a negociação entre a Câmara e o governo. Uma frase acertada. Nem sempre estamos de acordo, mas aqui a convergência é total.

“O poder negocial está mais da outra parte do que a nossa”; Marisa Macedo na AM.

Divergência

Falou-se muito de valorização e de qualificação do debate na última AM. Fui um dos que deu o mote para essa discussão, pois acho que muitas vezes essa valorização não acontece. E acho que os líderes das bancadas devem dar o exemplo. Fui secundado pela deputada Marisa Macedo na preocupação. Mas de que adianta defendermos a valorização da AM, quando no minuto seguinte lançamos suspeitas sem qualquer fundamento sobre os terrenos que foram destinados a um parque de estacionamento e que pelos vistos eram do pai do Vice-Presidente. E desta vez sem nenhuma provocação anterior! Que adianta falarmos de elevação no discurso, quando no minuto seguinte tecemos comentários deslocados sobre as razões porque o José Cláudio não foi na lista da coligação para a Câmara ou sobre o facto de ter deixado de ser líder da bancada? Que relevância tem para a discussão na assembleia saber porque razão o José Cláudio não foi na lista para a Câmara? E como é que podemos falar de qualificação da assembleia, quando tentamos constantemente subverter as regras da própria assembleia, falando de assuntos que nem sequer estão no ponto da ordem de trabalhos e que já foram discutidos nos pontos anteriores? É a isto a que me refiro quando digo que os líderes têm que dar o exemplo. Têm de facto que respeitar as regras da assembleia por muito que não gostem delas. Têm de facto que ter elevação no discurso e fundamentar as acusações que fazem. Só assim podemos valorizar a assembleia.

Miss simpatia

Por vezes, também temos que falar dos nossos. Eu sei que muita gente se calhar pensava que a Mónica Pereira estava no grupo da coligação, apenas para enfeitar ou para fazer bonito. Mas um dia quando começou a intervir talvez tenham reparado que ela não estava lá só para embelezar. E com o tempo foi melhorando as suas intervenções até que na última reunião teve o ar sério e grave de parar a intervenção e de chamar atenção para os deputados que não estavam a ouvir. Todos se riram, pois o ar aprazível com que disse aquilo só podia gerar simpatia. Mas fez bem e mostrou que não está ali apenas para ser miss simpatia. Talvez não fosse má ideia começar a ouvi-la com mais atenção no futuro.

Elogios

Penso que foi a primeira vez que um deputado da coligação elogiou em plenário os vereadores do PS pelo apoio que têm dado à venda de lotes no parque industrial para a instalação de novas empresas. Não é habitual. Mas se o fiz é porque realmente o mereciam, pois neste capítulo não têm seguido a política de abstenção dos deputados do PS. Mas também mereciam já um elogio quando apoiaram a carta educativa e que na altura não tive oportunidade de dar (embora o tenha escrito). É claro que também os critiquei por outras opções como a derrama ou o IRS, mas há coisas onde merecem uma palavra de apoio. E acho que a devo dar sempre que se justifique.

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