De novo as teorias incendiárias

Uma das questões que eu gostava de ver claramente explicada por quem acha que o protocolo sobre as urgências do hospital nunca devia ter sido assinado é qual seria o destino do hospital na ausência de qualquer acordo? Porque realmente era essa alternativa. Nunca haveria um acordo, pois o ministério jamais cederia na parte da madrugada e nós também não.

Ora na ausência de acordo, parece-me óbvio que o hospital ficaria entregue à sua própria sorte e que até ao final deste ano, a urgência seria simplesmente encerrada, pois o Despacho nº 18459/2006, foi feito para ser cumprido e o hospital de Salreu não estava no grupo dos hospitais com direito a um dos 3 níveis de urgência definidos no despacho. Sendo assim, o destino era fechar.

Ora dentro de um ano, o hospital estaria bem pior do que agora. Sem consulta de madrugada na mesma e sem nenhuma das vantagens negociadas com o protocolo. Ora parece-me que é isto que os críticos do protocolo queriam, pois não vejo outra alternativa. E queriam isto para dizer depois que a culpa era do ministro, como se isso fosse um grande consolo para a população que usa o hospital.

Ora para mim pouco me interessa saber que a culpa é do ministro, pois isso é óbvio e não serve para nada. O que me interessa é que as pessoas fiquem melhor servidas no futuro, mesmo que não tenham consulta de madrugada.

Ora críticos como o Abel Cunha, acham que era melhor o hospital ficar sem consulta de madrugada na mesma e também sem o resto das vantagens negociadas no protocolo (que segundo o Abel não interessam para nada, nem vão ser cumpridas), para depois dizer a toda a gente que culpa era do ministro. É a isto que chamo uma teoria incendiária, pois serve apenas para exaltar os ânimos, mas mais não é do que um beco sem saída.

Também me custa obviamente ver à boleia de frases incendiárias, palavras pouco sensatas e exageradas sobre a realidade política local ou sobre as intenções de quem assinou o protocolo. Toda a gente parte do princípio que o protocolo foi assinado de boa fé. Se não for cumprido cá estaremos para o denunciar. Agora fazer processos de intenção sobre pessoas que mal conhecemos e que assinaram um documento de boa fé e com seriedade, parece-me mais uma vez pouco sensato.

Dentro de um ano ou dois será possível fazer um balanço do protocolo e aí veremos se está ou não a ser cumprido. Até lá devemos estar atentos e pugnar pela sua execução. E no fim veremos quem tem razão. E eu acho obviamente que o Abel Cunha não tem razão em nada do que diz e um dia veremos se eu estava certo ou não na minha apreciação.

É claro que eu também gostava de continuar a ter o serviço de antendimento aberto durante a madrugada, mas não vejo nenhuma abertura do ministério nesse sentido. Nem me parece que esta política mude a breve prazo.

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5 thoughts on “De novo as teorias incendiárias

  1. Claro que veremos. De qualquer forma, as urgências nocturnas, já se foram. E, de que nos valerá, daqui a dois anos, acusar alguém que, provavelmente já nem fará parte do governo, de não ter cumprido o protocolo? Ou argumentar que o mesmo foi assinado com boa intenção? Destas, está o inferno cheio! É a isto que eu chamo, conversa mole!
    Cpts

  2. Olá Abel

    Nós não temos nenhum indício que o protocolo não seja para cumprir. E é por isso que vamos pugnar. Agora parece-me evidente que a ausência de protocolo seria bem pior. Depois o facto de mudar o ministro não significa que o protocolo seja para não cumprir. A não ser que a política mude radicalmente.

    Depois acho obviamente que algumas acusações feitas contra a Santa Casa ou contra o Ministro ou contra a Câmara carecem obviamente de fundamento. Acho que devemos ser ponderados nestas questões e não entrar em teorias da conspiração.

    Um abraço

  3. Custa-me ler coisas deste género “E, de que nos valerá, daqui a dois anos, acusar alguém que, provavelmente já nem fará parte do governo, de não ter cumprido o protocolo? ” . É que acho que se as pessoas assinam um documento e assumem o mesmo terão que o seguir, e mesmo que saiam do governo o que está escrito terá que ser cumprido. Claro que agora é importante estar atento e ver se este vai ser cumprido, penso que aqui a Administração do Hospital terá um papel bastante importante, pois terão que estar em alerta constante, tentando como é óbvio tirar todos os dividendos possiveis.
    Agora como é óbvio sem protocolo…é que não se ía a lado nenhum.

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