Eu e a casa

E cá estou eu e a casa. A minha casa, a minha única casa. O meu pequeno mundo. A casa da aldeia, a casa que tenho evitado, que tenho trocado pela cidade. Fui recebido por umas teias de aranha (pouca coisa), mas lá ocupei o meu espaço e corri com elas com uma vassoura. E cá fiquei para lembrar tempos mais recentes. Ou mesmo tempos antigos depois da festa. Com o som lá ao fundo. Mas gostava de ter uma casa maior. Como aquelas que temos na aldeia para fugir da cidade. Aquelas com piscina lá fora, como uma aqui ao lado. Gostava, mas não tenho. Tenho apenas uma casa pequena habitada por aranhas e rodeada de ervas. É tudo o que tenho. E é melhor do que nada. E tenho também o silêncio da noite, que aqui se nota bem. Ou o ladrar pontual dos cães. Por vezes, tenho também a fábrica lá longe. Mas hoje está calada.

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