Urgências

Estive há poucos dias a visitar o hospital de Salreu. Foi uma visita interessante para ver como está o hospital. Parece-me evidente que não há neste momento alternativa credível ao fecho das urgências durante a madrugada. Também o protocolo não está cumprido. Portanto, vamos aguardar. Essa foi também a opinião do conselho de administração. Portanto, calculo que ainda vamos esperar uns bons meses até se gerar uma alternativa credível. Até lá continua tudo como está.

Um certo silêncio…

Um certo silêncio grassa sobre a famosa lei eleitoral para as autarquias. Não se discute, poucos são aqueles que levantam a voz localmente. E, no entanto, estamos perante um projecto de lei que degrada claramente a democracia local. Já o devíamos ter discutido na assembleia municipal, mas tirando a CDU e o José Cláudio Vital, mais ninguém levantou a voz. Mas não serei daqueles a contribuir para este silêncio. É que não posso ficar calado quando vejo o meu partido envolvido num negócio que distorce o princípio da proporcionalidade directa e consequentemente a diversidade do voto do eleitorado. E amanhã falarei em assembleia e escreverei o que for preciso para denunciar este negócio entre os dois maiores partidos. É que temos andado a dormir.

Assim não

Na semana passada, Menezes deu indicações ao grupo parlamentar do PSD para este terminar com as negociações sobre a nova lei para as autarquias locais. Pelo menos foi o que disseram os jornais. Um dia depois, o líder parlamentar, Santana Lopes, garantia que ainda está a “conversar e trabalhar” com o PS sobre a lei eleitoral autárquica, negando que o acordo tivesse sido rompido. Ora, esta é daquelas coisas que não pode acontecer num partido político credível. Ou rompre ou não rompe. Agora não pode é dizer à quinta que rompe que à sexta já não.

Para pensar

Há um episódio sobre esta história das cartas anónimas que eu não podia deixar passar em branco que é a acusação da deputada Marisa Macedo contra o Jornal de Estarreja e a Rádio Voz da Ria de falta de imparcialidade no tratamento da informação política. Em carta escrita ao jornal acusa estes dois orgãos de comunicação de não darem relevância às denúncias do PS de Estarreja sobre vários casos, ou seja, acusa a rádio e o jornal de marginalizarem informativamente o PS local.

Eu vi a nota editorial do Jornal de Estarreja sobre esta acusação e nada mais tenho a acrescentar. Mas não sei o que pensa a direcção da Rádio Voz da Ria? Será verdade a acusação do PS? É que é se é verdade é obviamente grave e acho que denota uma falta de imparcialidade no tratamento de um partido político local. Mas se não é verdade então as acusações produzidas são irresponsáveis e não têm qualquer fundamento.