Os democratas

Eu não sei porque razão o Joaquim Pereira, cronista de serviço às segundas-feiras na Rádio Voz da Ria, acabou as crónicas na rádio. E como não sei não vou tecer nenhum juízo sobre isso, nem falar do que não sei. Mas seria obviamente um mau sinal que tivesse saído por alguma pressão do PS local? Não quero acreditar nisso.

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A entrevista

Algumas conclusões sobre a entrevista que Marisa Macedo deu há tempos ao Diário de Aveiro. Por falta de tempo, ainda não a tinha analisado a fundo. Mas vamos então a algumas conclusões.

1- Que a deputada considera muito difícil o PS vencer as eleições em Estarreja.

2- Que a deputada tem uma ideia do candiato à Câmara, (que não quer revelar), mas que ela está na corrida.

3- Que não sabe quando é que vai ser Presidente da Câmara?

4- Que os jornais e a rádio estão comprados pela Câmara, pois recebem subsídios e não dão assim voz ao PS.

5- Que por ser mulher é mais difícil fazer oposição e que por ser mulher é vítima de ataques baixos.

6- Que quando foi para assembleia ultrapassou toda a gente pela direita e nos deixou baralhados.

7- Que o IKEA foi-se embora porque não havia terrenos.

8- Que se o PS estivesse no poder, o Ikea nunca tinha ido embora.

9- Que afinal não está bem contra à nova piscina.

10- Que a urgência do hospital vai fechar porque os doentes eram transferidos sistematicamente para Aveiro.

Talvez seja bom olhar para isto com atenção e ver porque razão é difícil fazer oposição em Estarreja. E um dos problemas é a impreparação e obviamente a vaidade. Agora ser marginalizada por ser mulher é algo que não lembra, nem ao diabo?

Veneno

É o que se pode dizer da comida alentejana. Sal com fartura, gorduras e enchidos. Até o pão é salgado. Passamos dois dias fora e comemos veneno em todo o lado. Nós que vivemos num país em que a comida dita “apetitosa” é comida salgada. Como é que isto é possível? Como as bolachas de água e sal comidas como se fossem boas para a saúde? Como é que é possível?

Salazar II

Um conterrâneo meu queixava-se há tempos de ver pela aldeia a cara do Salazar estampada em outdoors. Mas é bom que esteja por aí para toda a gente saber que existiu e que a ditadura não foi nenhum conto de fadas. É claro que os mais velhos ainda comentam que só um Salazar é que endireitava isto, o que é realmente espantoso, pois significa que conviviam com a ditadura de forma empática ou mesmo simpática. Os mais novos já não passaram por lá. Já não sabem o que foi e o Salazar até parece uma figura simpática. É claro que Salazar estava convicto da justeza da sua missão. Achava que tinha que ser mesmo assim e que a democracia não era aplicável em Portugal. Morreu coerente com o regime que tinha criado. Mas o regime aguentou tanto tempo porque o povo também achava bem. Também não se estava para chatear. E como a I República, que caiu com um golpe militar, a ditadura também só podia cair da mesma forma. Mas é bom ter memória.