A entrevista

Algumas conclusões sobre a entrevista que Marisa Macedo deu há tempos ao Diário de Aveiro. Por falta de tempo, ainda não a tinha analisado a fundo. Mas vamos então a algumas conclusões.

1- Que a deputada considera muito difícil o PS vencer as eleições em Estarreja.

2- Que a deputada tem uma ideia do candiato à Câmara, (que não quer revelar), mas que ela está na corrida.

3- Que não sabe quando é que vai ser Presidente da Câmara?

4- Que os jornais e a rádio estão comprados pela Câmara, pois recebem subsídios e não dão assim voz ao PS.

5- Que por ser mulher é mais difícil fazer oposição e que por ser mulher é vítima de ataques baixos.

6- Que quando foi para assembleia ultrapassou toda a gente pela direita e nos deixou baralhados.

7- Que o IKEA foi-se embora porque não havia terrenos.

8- Que se o PS estivesse no poder, o Ikea nunca tinha ido embora.

9- Que afinal não está bem contra à nova piscina.

10- Que a urgência do hospital vai fechar porque os doentes eram transferidos sistematicamente para Aveiro.

Talvez seja bom olhar para isto com atenção e ver porque razão é difícil fazer oposição em Estarreja. E um dos problemas é a impreparação e obviamente a vaidade. Agora ser marginalizada por ser mulher é algo que não lembra, nem ao diabo?

Veneno

É o que se pode dizer da comida alentejana. Sal com fartura, gorduras e enchidos. Até o pão é salgado. Passamos dois dias fora e comemos veneno em todo o lado. Nós que vivemos num país em que a comida dita “apetitosa” é comida salgada. Como é que isto é possível? Como as bolachas de água e sal comidas como se fossem boas para a saúde? Como é que é possível?

Salazar II

Um conterrâneo meu queixava-se há tempos de ver pela aldeia a cara do Salazar estampada em outdoors. Mas é bom que esteja por aí para toda a gente saber que existiu e que a ditadura não foi nenhum conto de fadas. É claro que os mais velhos ainda comentam que só um Salazar é que endireitava isto, o que é realmente espantoso, pois significa que conviviam com a ditadura de forma empática ou mesmo simpática. Os mais novos já não passaram por lá. Já não sabem o que foi e o Salazar até parece uma figura simpática. É claro que Salazar estava convicto da justeza da sua missão. Achava que tinha que ser mesmo assim e que a democracia não era aplicável em Portugal. Morreu coerente com o regime que tinha criado. Mas o regime aguentou tanto tempo porque o povo também achava bem. Também não se estava para chatear. E como a I República, que caiu com um golpe militar, a ditadura também só podia cair da mesma forma. Mas é bom ter memória.