A ler

O que é o PSD? É uma pergunta com o Zé Claúdio faz aqui e que merece obviamente uma resposta. Prometo responder em breve.

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Amanhã

Como é hábito em Abril, o executivo camarário apresenta o relatório de contas do ano anterior, que é discutido e votado em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal. E amanhã vai ser dia de discussão e votação na assembleia. É um documento técnico que pouco diz à população, mas é um documento importante, pois dá-nos conta da execução orçamental. Vamos ver como vai correr a discussão? E depois se tivermos tempo haverá TGV…

TGV

Há dias tivemos uma reunião da comissão permanente da assembleia municipal para discutir a proposta apresentada pelo PS sobre o TGV e para ouvir também a Câmara sobre os contactos efectuados e os dois traçados previstos. Nada de especial não fosse o que aconteceu durante e depois disso.

Marisa Macedo começou por dizer que não falava na reunião, pois o assunto não se compadecia com reuniões de carácter privado, quando na verdade a reunião não inviabilizava a discussão pública, que podia obviamente ser feita no âmbito da assembleia. Achei despropositada a atitude, pois não gosto de andar a brincar às reuniões.

Agora o que eu não gostei mesmo foi depois disso um comunicado à imprensa em que a deputada em questão dizia que na dita reunião ficou a saber três coisas: primeiro, que o Presidente da Câmara era contra o TGV tal como foi contra o IC1 a Nascente; o que até é verdade.

Segundo, que não há qualquer negociação que defenda os interesses de Estarreja, entre a CME e o Governo; quando na verdade o problema dos traçados do TGV já tinha sido abordado em Junho de 2007, com a empresa responsável pela reformulação do estudo da linha alta velocidade, coisa que foi dita pelo Presidente da Câmara na reunião, além do facto dos traçados só terem sido conhecidos há pouco tempo.

Terceiro, que o Presidente não queria o assunto debatido publicamente, para tentar esconder da população os altíssimos impactos que o TGV terá em algumas zonas do concelho. Ora esta afirmação é falsa, pois jamais o Presidente da Câmara disse tal coisa na reunião. Aliás, basta falar com quem esteve presente para perceber isso. O que disse foi apenas que os impactos dos dois traçados eram negativos em algumas zonas do concelho, mas nunca disse que o assunto não devia ser debatido publicamente. Perante isto surge obviamente uma dúvida legítima: como é que uma pessoa que é deputada da República, que é líder de um partido local, que esteve presente na reunião, pode inventar uma coisa destas? Será que esta pessoa tem noção do que está a fazer? E da imagem que dá?

Ainda o hospital

Quando alguém diz que o fecho das urgências 24h em Estarreja é um erro gritante por todos os motivos amplamente já discutidos” tem obviamente que explicar que motivos são esses. Mas explicar analisado os prós e contras não é com frases feitas ou com impressões vagas. Uma discusão séria não se faz com base em palpites. Faz-se com base nos factos que temos.

É óbvio que o hospital de Aveiro tem uma capacidade de resposta deficiente em termos de urgência. Mas contactos já encetados com a ministra (e mesmo com o anterior ministro) alertaram para esse problema e o governo deve manter a urgência em Estarreja 24h, enquanto esse problema não for resolvido. Portanto, dizer que o fecho de madrugada é um erro gritante é simplesmente uma frase feita. Acho obviamente que a questão de Aveiro é preocupante para nós, mas a nossa postura deve ser fazer pressão para que seja resolvida. Não é passar a vida a dizer que é um erro gritante. É que a política de saúde que temos é esta e é com isso que temos que lidar.

Já escrevi que, em termos gerais, ganhamos dois médicos das 20h00-24h00 com análises. Pergunto: é um erro gritante? Ganhamos mais algumas especialidades em termos de consulta, ganhamos uma ambulância INEM, ganhamos a intervenção da VMER de Aveiro, ganhamos um heliponto para operações com helicópteros, ganhamos telemedicina, ganhamos a requalificação das extensões de Veiros, Canelas e Fermelã. Pergunto novamente: tudo isto é um erro gritante?

E mantemos a possibilidade de assistência aos acidentes químicos como já acontecia a qualquer hora do dia ou da noite. Será também um erro gritante?

Será um erro gritante é se nada disto for cumprido. Aí concordo e sublinho a frase. Se o hospital ficar como está, isso sim será um erro gritante. Agora, como é que uma pessoa neste momento em que o protocolo ainda está em fase de implementação vem a correr dizer que é um erro gritante? Vamos esperar para ver. Dentro de um ano já podemos ter uma ideia se foi ou não um erro gritante e se eu estiver enganado serei o primeiro a dizer que foi um erro. Agora não vou falar no ar ou com base em impressões vagas.

Quanto à questão dos 2 milhões resultam do cumprimento do protocolo e de uma reunião tida em Março em Lisboa entre o Presidente da Câmara e a Ministra da Saúde. O que o PS fez foi simplesmente colar-se. Mas a questão dos 2 milhões já tinha sido divulgada em reunião de Câmara em Março. Daí que é de admirar a capacidade de colagem nestas coisas. Fala-se como se fosse uma grande novidade, quando a questão já era conhecida há um mês atrás.

P.S. É claro que isto não quer dizer que eu esteja contente com o encerramento de madrugada, mas infelizmente é a política que temos e sublinho também a frase.