Certas tarefas

Houve um tempo em que a mulher estava em casa e era responsável pelo governo da casa, mesmo que tivesse um emprego. Tudo o que tinha era gerido pelo marido e uma mulher não podia movimentar depósitos bancários sem autorização do marido, nem ter actividades lucrativas. O sustento da família tinha que ser o homem a garanti-lo, pois Salazar achava que nunca houve nenhuma dona de casa, que não tivesse muito que fazer. Em 40 anos tudo mudou. Por isso, as mulheres desse tempo têm ainda dificuldade em compreender os tempos modernos. Ainda acham que certas tarefas não são adequadas para o homem (lavar a loiça e a roupa, cozinhar, passar a ferro, limpar a casa etc..). E, de facto, são capazes de ter razão. Um homem na cozinha nunca é bom sinal.

Tropa de Elite II

Quem vê Tropa de Elite não pode deixar de reparar no treino que esta força de operações especiais tem. A dureza verbal e física está lá toda. Os pobres dos recrutas são levados até à exaustão física e psicológica. Muitos desistem. Dizem que o treino é para proporcionar stress acrescido aos recrutas para que estes mantenham a calma e a serenidade em situações de perigo e adversidade. Mas a verdade é que muitos ficam violentos em situações de perigo e adversidade. Por isso, quando sobem a favela atiram primeiro e perguntam depois. São vingadores à procura de traficantes. Não querem voltar para a casa com uma bala no peito. Por isso, sobem com uma calma de morte. Com o dedo no gatilho. No fim apanham um traficante conhecido. Querem vingança. O traficante sabe o que espera, mas só pede “na cara não por causa do velório”. É caricato. Já não está preocupado com a morte. Está só preocupado com a figura que vai fazer no velório. Mas o polícia que atira não lhe faz a vontade.

O biquíni e o monoquíni

Quem vai hoje à praia vê biquínis por todo o lado com mais ou menos tecido. Há de tudo um pouco para consolo dos olhos e da imaginação.

Há 40 anos, o biquíni era proibido em Portugal. Quanto ao topless ou monoquini, então nem pensar. Na praia do Tamariz, umas inglesas mais afoitas lá apareciam de biquíni e os cabos-do-mar (que deviam fiscalizar) lá faziam de conta que não viam nada ao contrário de outros veraneantes que iam para o Tamariz só para ver as inglesas. Era uma tarde bem passada.

Mas as miúdas estrangeiras nem sempre tinham o cuidado devido. Uma vez, no Parque de Campismo de Monsanto, duas canadianas decidiram fazer um topless, dentro da tenda, mas com uma parte do corpo de fora. Foi um bom espectáculo enquanto durou, mas acabaram expulsas do camping, sem apelo nem agravo. Hoje não sei como seria?

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De novo a piscina

Esta entrevista da Catarina Rodrigues ao Jornal de Estarreja é muito curiosa. Então agora o governo não considera prioritário o apoio para a construção de novas piscinas? É curioso, pois esta notícia parece dizer justamente o contrário. Mas percebe-se o comentário, afinal a Catarina tem que defender a posição do PS local. Já falei desta questão várias vezes e basta ler este post para perceber a falta de sentido deste tipo de comentários.

Vamos ver…

O Presidente da Câmara de Anadia dizia há poucos dias ao Diário de Aveiro, que não punha de parte a possibilidade de não assinar amanhã, o protocolo sobre o hospital. Depois da manifestação de ontem é capaz de estar a pensar duas vezes, pois já há quem diga que o protocolo é uma traição.

Segundo o jornal já citado, “o protocolo prevê que existe uma consulta aberta entre as 8 e as 24 horas, no Centro de Saúde, e que estejam acessíveis os meios complementares de diagnóstico que o Hospital dispõe. De resto, o documento refere que a necessidade de internamento do doente deve ser acordado com o médico da consulta interna. Por outro lado, prevê-se que as situações de urgência/emergência que ocorram durante o dia ou no período das zero às 8 horas, sejam encaminhadas para os hospitais de Aveiro ou Coimbra.”

Ou seja, um protocolo semelhante ao de Estarreja. A minha impressão é que ele vai assinar e que vai acabar por aceitar o que não queria há um ano atrás. Vamos ver…

Aquecimento global

Não há dúvidas de que a Terra está a aquecer. Não sei onde isto vai parar? É um problema que devia preocupar-nos a todos. E é evidente que a nossa autarquia não se tem preocupado com o problema. Será que o Presidente da Câmara está a par deste terrível problema? Será que estudou o assunto? Temos o planeta em aquecimento e o Presidente da Câmara não se preocupa? Não faz nada? Ainda por cima, comprou um carro que só manda dióxido de carbono para a atmosfera. Saberá ele o que está a fazer? E o PS não vê isto? Não vê as alterações climáticas que estão a acontecer no concelho? Não vê a roupa nos estendais!

A telescola

Quando o Estado Novo passou a escolaridade obrigatória de 4 para 6 anos gerou-se um duplo problema com esta medida. Por um lado, o parque escolar existente não tinha capacidade física para dar resposta a esta nova exigência, por outro não existia um corpo docente preparado para este novo desafio. Corria o ano de 1964 e o Governo de Salazar lembrou-se então de criar a Telescola, que ganhou forma no ano seguinte com o início das emissões regulares da TV Escolar.

Para resolver o problema das instalações, o Ministério da Educação mandou montar os postos de recepção (além das escolas) em vários locais, como centros paroquiais, salões de bombeiros, casas do povo, juntas de freguesia, associações etc… Tratou também da formação de vários monitores para explicar o que os professores diziam no ecrã da TV e trabalhar com os alunos.

Por cá, a telescola também teve um posto. Julgo que surgiu já depois do 25 de Abril, mas não tenho bem a certeza. Funcionava junto à escola primária num pavilhão pré-fabricado e muita gente passou por lá para obter o 6º ano. Costumava-se dizer que quem não estava destinado a prosseguir os estudos, ia para a telescola. Os outros (os destinados) já seguiam para o ciclo. E percebe-se porquê. O grau de dificuldade na telescola não era o mesmo do ciclo. A telescola era apenas para cumprir o ensino obrigatório.

Morreu quando o ensino obrigatório passou a ser de 9 anos. Aí toda a gente começou a ir para o ciclo e acabou-se a telescola. Mas é curioso. Há quem diga que os que saem agora com o 9º ano sabem tanto como os outros antes com a telescola. Julgo que não, mas não deixa de ser uma comparação curiosa.