O que faltou no São Miguel

Eu sei que o barulho chegava a Canelas. Mas o grande problema do barulho foi o Armando Teixeira ter dito à última hora que não podia vir à festa. Coisas imprevistas. Porque se ele tivesse vindo a coisa era outra como se pode ver pelo vídeo.

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Festa na aldeia

É uma festa do fim. Do fim do Verão, do começo do Outono, das colheitas, da luz quente que se vai. Depois há a procissão, os mordomos, os andores, a reunião da família, a casa aberta, as bandas e os bailes, as barracas, o povo no seu melhor. Há obviamente um colorido nesta altura. Uma alegria no ar. Mas hoje há mais. Há uma brisa morna, uma luz que não é de agora, como se o aquecimento global também chegasse aqui. Sim, porque a luz é o que fica, esta luz cálida que se derrama sobre a tarde, que cobre tudo com o seu esplendor. E há também a idade. A idade em que fomos nestas festas. A idade que passa. Os filhos dos outros cada vez maiores. Os velhos que se vão. As pessoas que já não conhecemos. A idade do tempo que já não volta.

Pena de morte

“Tenho a consciência limpa em relação aos casos de pena de morte que já me passaram pelas mãos (no Texas). Não acredito que alguma vez tenhamos condenado um culpado…, aliás… um inocente, à morte.” (George W. Bush)

Não me tinha lembrado…

Não me tinha lembrado de um certo pormenor em relação à proposta socialista do novo hospital, mas o Camilo fez o trabalho por mim: “Mas, pronto, tudo bem. Esqueça-se esse pormenor porque o que não me entra na cabeça é a localização do hipotético hospital. Ali, na Teixugueira, encostado ao quartel dos bombeiros, volta e meia as sirenes a tocar, quando nem sequer é permitido buzinar junto a estas unidades de saúde”

O cartão do cidadão

Fui hoje levantar o meu novo cartão do cidadão. Lá tive que levar os códigos que recebi em casa e fazer uma autenticação biométrica. À minha frente estava pouca gente, mas estive quase uma hora à espera. É que os poucos que estavam à minha frente estavam a pôr os velhos documentos de parte e a tirar o novo cartão. Agora é tudo automático. Entramos para uma máquina que nos tira as fotografias, reconhece a assinatura e regista os dados biométricos. Mas a máquina nem sempre está bem-disposta e o pobre do cidadão lá tem que esperar que a coisa corra bem à primeira. O processo é demorado e em termos práticos mais lento que antiga renovação do B.I. Mas não tive outro remédio senão esperar. Depois pediram-me os documentos antigos para os destruir. Não os tinha comigo e lá tive que assinar um termo de responsabilidade para dizer que me responsabilizava por eles em caso de extravio. Enfim, uma odisseia. Mas gostei de uma coisa no meu novo cartão. Cresci 2 cm. Nunca me tinha acontecido, mas as sandálias deram-me mais 2 cm. Espectacular. E para que serve o novo cartão? Para já, para pouca coisa. Mas pronto já tenho o novo cartão. O novo símbolo do futuro radiante anunciado por Sócrates.