César – A Vida de um Colosso

Morreu mal, esfaqueado por vários senadores. Mas teve uma vida em grande, tão grande que ainda hoje perdura na memória do tempo. Esta biografia é um sinal disso. Tanto tempo depois e continua-se a escrever sobre a vida de Júlio César. Como se fosse imortal, como se fosse um deus. Poucos ficaram na história como ele e só lendo o trajecto que fez se percebe porque razão atingiu o estatuto da imortalidade. Mas o livro é realmente interessante, mas fica a dúvida. Quem é que lê um livro destes?

Os pequenos azares…

Vai uma pessoa descansada da vida e quando menos espera bate. Estar à hora errada, no lugar errado. Foi apenas um toque, um pequeno embate, nada de especial, mas chega para estragar a tarde. Para estragar o dia, para estragar o carro, para nos ir à carteira. As leis da física em acção. Mas sempre foi assim desde o tempo em que há carros na rua. Ou talvez desde o tempo dos cavalos e das carroças. Os pequenos choques, os grandes desastres, é o que dá latas em circulação. E tenho visto cada coisa.

Vamos ter ou não um novo hospital?

Já não é primeira vez que escrevo sobre a história do novo hospital (e do velho) em Estarreja e pelo andar da corrente também não será a última. Sobre o velho continuo à espera que o governo cumpra o protocolo que assinou com a Câmara e que faça as obras necessárias para que o nosso velho hospital tenha futuro na rede de cuidados continuados.

Mas a primeira coisa que gostava de dizer é que fico contente em saber que a deputada Marisa Macedo está a lutar junto do governo para que um novo hospital venha para Estarreja. Ela que em Outubro passado disse a propósito do novo hospital que como deputada da nação tratava apenas dos interesses nacionais e não de questões locais, parece que mudou de opinião e está a seguir o conselho do Presidente da Câmara, que a esse respeito lhe disse para ela também fazer alguma coisa.

Depois fico também contente em saber que finalmente tem uma posição definida sobre o que quer a respeito do nosso hospital. Já vi que quer uma unidade de cuidados continuados (UCC) de média e longa duração e não uma UCC de curta duração. É claro que esta conversa de médico confunde as pessoas que não percebem a subtileza da coisa.

Mas falando em termos simples, a ideia de uma UCC de média (30 a 90 dias) e longa duração (mais de 90 dias) é dar apoio 24 horas por dia em regime de internamento, a pessoas que perderam a sua autonomia e que precisam de cuidados médicos, de enfermagem, de terapia ocupacional e etc.…É claro que nada disto será de graça, mas é um tipo de apoio cada vez mais preciso hoje em dia, principalmente junto dos mais velhos.

Uma filosofia diferente é a UCC de curta duração em que funciona como uma unidade de convalescença com um internamento até 30 dias e sem a filosofia de uma UCC de média ou longa duração. Mas ambas estão definidas na rede de cuidados continuados e ambas são precisas e cada um deve saber o que quer para o seu concelho. Também nada impede que exista uma UCC integrada como essas valências todas como acontece no Hospital da Guarda.

Agora dar entender que no caso de uma UCC de curta duração as obras no hospital seriam negativas e no que no caso de uma UCC de longa duração já não havia problema nenhum é no mínimo estranho, pois uma UCC de longa duração também exige camas, novos equipamentos, adaptação de instalações, ora isto não se faz sem obras. Portanto, uma UCC de longa duração também exige obras e alterações no HVS e tem custos ainda não definidos.

Depois dizer que na UCC de curta duração o Estado estaria a fazer obras num edifício que não é seu é um argumento falacioso. Então e numa UCC de longa duração quem é que fazia as obras? Já não era o Estado? Era quem? A Misericórdia?

Em resumo, eu também não tenho dúvidas que Estarreja merecia um novo hospital. Também não tenho dúvidas que o Presidente da Câmara quer a mesma coisa e que tem feito pressão junto do governo para que isso seja uma realidade. Aliás, quando se falou da UCC há cerca de um ano, foi a própria Câmara que indicou os terrenos para uma possível construção de um novo hospital. Portanto, a nossa deputada não foi a primeira pessoa a falar de um novo hospital em Estarreja. Foi sim, a primeira a dizer essa coisa mirabolante de que um novo hospital se fazia por 2 milhões de euros, ou seja, o preço de um centro de saúde. Aí tenho que lhe dar os louros.

Agora não se percebe é como é que a deputada Marisa Macedo diz que um novo hospital teria um Serviço de Urgência Básico (SUB), quando ela foi claramente a favor do fecho nocturno do actual serviço que existia no HVS. É certo que ainda não era SUB, mas em vez de aplaudir o protocolo, podia ter marcado posição até ao fim contra o fecho do serviço à noite e pela requalificação do mesmo com consequente transformação em SUB. Mas não, quando entendeu mudou de direcção e passou a defender o protocolo do governo com unhas e dentes. Ora para ter um SUB em Estarreja, o actual HVS chegava bem, ora se o governo não foi nisso, que garantias temos nós que um novo hospital vai ter um SUB? Só se o governo mudar e a política de saúde também.

(In Jornal de Estarreja)

Os dias fora do tempo…

Os dias indolentes, a brisa quente da tarde. Os dias passam por nós, mas há dias que ficam como estes que agora vivemos. Não por uma razão especial a não ser a razão da vida, da luz que invade tudo com uma intensidade primordial. Da vida que cresce dentro de casa. Da vida que passeia na rua. Da vida que floresce nos campos. São ainda dias de Inverno no calendário, mas percebe-se que o calendário está errado. Porque lá fora é já o Verão que habita. Mas gosto de pensar que ainda estamos no Inverno, que ainda falta a Primavera, que ainda falta a Páscoa e finalmente o Verão. Gravá-los aqui para não esquecer. Para recordar mais tarde.

O roubo

Sobre o assalto à sede do PS algumas interrogações e constatações que gostava de partilhar.

1- Não fui eu (não sei o tirar o disco duro).

2- Não foi Presidente da Câmara ( que tem um portátil novinho em folha).

3- Não foi o líder da concelhia do PSD (que também não sabe tirar o disco duro).

4 – Não imagino o que é que o ladrão vai fazer com a lista de militantes do PS?

5 – Nunca se deve guardar o computador na sede e convém ter backups de tudo o que temos.

6- O PSD não tem computadores na sede, nem o Magalhães, nem nada de valioso, portanto, não vale a pena passar por lá.