Bioria II

Este comentador local já visitou e gostou eu ainda não, mas espero que seja um bom percurso.  

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O site do futuro feliz

O PS renovou finalmente o site que tinha na internet. Não é um mau para começar, pois o site esteve 5 meses com o mesmo aspecto. Do ponto de vista gráfico está bem conseguido e aquele cabeçalho com o candidato rodeado de criancinhas está bem pensado. Afinal é o futuro feliz. A longa biografia volta aparecer e também uns artigos de opinião já conhecidos redigidos pelas escritoras de serviço (Catarina Rodrigues e Marisa Macedo) que repetem sempre a mesma coisa.

Depois há as fotos e os vídeos do costume e as notícias da pré-campanha. Bem, e há um artigo de opinião do Fernando com aquela história da tripla vertente de desenvolvimento: económico, social e urbano. Mas isto espremido é quase nada. É conversa floreada do tipo plantar árvores e tomar conta delas para que não morram e fazer uns jardins e essas coisas todas. Mas o que as pessoas querem saber é se o candidato das árvores e dos jardins tem ou não um pensamento político estruturado e independente da sombra do partido, quanto ao futuro de Estarreja. Porque sobre o partido, todos já vimos o que é que pensa e como é que age.

13,3 milhões da UE para Estarreja

Para uma Câmara que não tinha projectos, que andava a dormir, que tinha um Presidente incompetente, não se percebe como é de repente arranjou 13,3 milhões de € de fundos comunitários! É mesmo incrível como é que esta malta que não percebe nada de governação arranjou este dinheiro! E a piscina! Então não era uma obra sem garantias de financiamento! Como é que UE deu 2.6 milhões € para esta obra tão inútil! Como é que é possível? Como é que o pessoal lá em Bruxelas não viu que a piscina não serve para nada? Será que o PS agora também vai fazer um comunicado a explicar como é que isto é possível?

As viagens…

Há tempos o PS local pediu ao Presidente da Câmara os valores das “ajudas de custo e viagens” referentes ao ano de 2008? Face ao pedido o Presidente entendeu não só dar-lhes os dados de 2008, mas também, para poderem comparar, o ano de 2000 do tempo do Dr. Vladimiro. Fazendo a comparação vemos que em 2008, o actual Presidente recebeu um total de 1.704 euros, ou seja, uma média mensal de 142 euros.

Por sua vez, em 2000, Vladimiro Silva recebeu 30.500 euros. O que dá um recebimento mensal de 2.542 euros. Calculo que na altura já vivesse no Douro, mas as ajudas de custo não são só devidas a viagens de casa para a Câmara, são também viagens ao estrangeiro. Ora se o PS tivesse um pouco de perspicácia política nem sequer tinha pedido nada, pois este é daqueles dossiers que quem está fora da política (os eleitores) compreende muito mal quando vê valores desta ordem.

Mas na ânsia de encontrar alguma coisa lá se lembraram do pedido. Não está obviamente em causa o direito legal que os autarcas têm em receber ajudas de custo, o que está em causa é nº de viagens que um e outro fazia. É claro que toda a gente tem direito a viajar, mas quando se exagera os eleitores têm dificuldade em perceber isso.

Os barcos…

A manhã esteve chuvosa, mas depois a chuva foi-se e lá fomos ver os barcos da Marinha acostados em Aveiro. Já lá tinha estado, mas hoje havia mais para ver. Gente por todo o lado, fila atrás de fila, um pouco de paciência e lá conseguimos entrar no “NRP Bartolomeu Dias F333”, uma fragata para quem não sabe comprada à Holanda em 2ª mão e a mais recente aquisição da Marinha e os domingueiros lá se passeavam pelo convés admirados com o armamento com cada peça que viam. E depois havia o submarino, o velho “Barracuda” com 40 anos de serviço (feitos no ano passado). Como é que um submarino aguenta tanto tempo, pensava eu para mim…E a “Sagres” toda engalanada e o “Bérrio” com a sua imponência e a “Baptista de Andrade”, que ainda navega…tanto barco para ver e o tempo tão escasso. E estarmos ali perante aquela imponência, aquele amontoado simétrico de aço, de força bruta e pensarmos que ainda temos barcos, que ainda temos um submarino por muito velho que seja. E se calhar nunca tivemos uma Marinha tão moderna como esta…

Submarino

Um PS que não sabe do outro

Foi obviamente com alguma tristeza que vi há tempos o fogo que devastou uma fábrica de aditivos e corantes para plásticos instalada em Estarreja. É obviamente trágico vermos uma fábrica arder com os consequentes prejuízos para investidores e trabalhadores. Mas também foi um pouco triste ver os comentários que o PS local fez no dia seguinte ao fogo às notícias sobre a falta de água com pressão no eco-parque. É que a segurança do eco-parque é um assunto sério e não deve ser objecto de politiquices, nem de demagogias.

Por outro lado, um partido político que quer ser poder em Estarreja tem que ser responsável nas afirmações que faz e deve saber do que está a falar quando comenta alguma coisa. Quando não sabe deve evitar falar, que é para não meter água de forma escusada.

A empresa em questão estava instalada ao lado do eco-parque na chamada zona industrial, que era, no tempo do PS, o futuro embrião do parque industrial. Tinha uma boca-de-incêndio interna ligada à rede pública de água potável que não tem obviamente pressão suficiente para o combate a um incêndio. No entanto, se a empresa estivesse instalada na actual área do eco-parque não ia ter problemas com a pressão da água, pois nessa zona, o Presidente de Câmara “incompetente” que governa a nossa autarquia, lá se lembrou em tempos que não era boa ideia ter as bocas de incêndio privadas ligadas à rede pública de água potável – além da falta de pressão basta pensar no desperdício de água que isso é – e sendo assim mandou construir uma rede de incêndios e fazer um furo no eco-parque, coisa que o PS nunca pensou quando esteve à frente da autarquia a gizar o famoso Parque Industrial.

Mas o desconhecimento deste facto pelo PS local leva a um outro dado muito curioso. O PS de 2009 liderado pela deputada Marisa Macedo continua sem saber o que é que andou a fazer o PS de 1998, que vendeu o terreno em questão a uma empresa com sede em Oliveira de Frades com água da rede pública, mas sem saneamento, nem rede de incêndios. O terreno foi vendido sem obrigação de construção de fábrica ou armazém e quem comprou deixou ficar 5 anos a valorizar e a especular (o que hoje não acontece, pois há prazo para construir).

Da mesma forma, o PS de 2009 parece não saber muito bem onde é que começa e termina o eco-parque, embora ande sempre a falar dele, nem onde é que fica a dita zona industrial do PS de 98. E é pena que não saiba, pois se soubesse o que andou a fazer o PS de 98 tinha percebido facilmente a razão da falta de água com pressão na dita zona industrial.

Mas este desconhecimento do PS do que é o eco-parque em 2009 não é novo. Ainda há dois anos dizia que tinham sido dados à Câmara pela Quimigal, 82 hectares de terrenos para o Parque Industrial, o que na verdade nunca aconteceu. Aliás, é de espantar que com tanto hectare dado a Câmara não tenha feita outra coisa nos últimos anos senão comprar terrenos para o eco-parque.

Mas o mais grave deste desconhecimento histórico é que a actual liderança do PS mostra não conhecer um dossier importante como é a questão do eco-parque. Ora como é que um partido que nem sequer sabe onde começa e termina o eco-parque quer agora ser poder em Estarreja?

(In Jornal de Estarreja)