TED

Há pessoas por esse mundo fora a fazer coisas incríveis. Esta semana tive oportunidade de conhecer algumas dessas pessoas no TEDx Porto. O TED, é um evento anual organizado à escala global para debater ideias com alguns dos mais importantes pensadores e este fim-de-semana foi no Porto. Conheci gente incrível, gente empreendedora, gente que começou do nada para construir alguma coisa. Gente que em Portugal vai fazendo coisas apesar da crise. Na sexta-feira estive mesmo com alguns destes amigos no Sociedade Civil da RTP2, a debater alguns dos problemas que nos preocupam. Mas guardo uma lembrança especial do Wellington Nogueira, que no Brasil tem um programa espectacular de levar palhaços aos hospitais pediátricos. A palestra que deu no TED emocionou toda a gente. Foi um exemplo inspirador.

O culto do amadorismo

Este é um livro que toda a gente que anda na net a debitar lixo devia ler. Fala-se muitas vezes do que não se sabe, a cultura do copy-paste ganhou uma dimensão enorme, e qualquer um pode escrever sem grande controle. Portanto, o ruído é enorme e serve mais para confundir do que para esclarecer. Há coisas boas, mas a quantidade de lixo é apreciável. E eu ando farto disto, da perda de tempo, dos dias que já não voltam, das tretas que poluem o mundo virtual. E tenho uma certeza, vou deixar de perder tempo com isto…

O artigo…

O Camilo decidiu dedicar umas linhas ao meu artigo de opinião que saiu no Jornal de Estarreja sobre a entrevista de Marisa Macedo. Leu a coisa à sua maneira, mas não faz mal. O meu artigo vale o que vale, assim como a entrevista. É uma mera opinião. Porém, não é a primeira vez que escrevo sobre a líder do PS e talvez não seja a última. Portanto, o meu artigo vem na senda de outros já escritos no passado e nada tem a ver com guerrilha tem apenas a ver com o facto de Marisa Macedo estar na vida política local e como qualquer político no activo poder ser objecto de crítica pelas opiniões que manifesta. Portanto é um direito que tenho de crítica.

O que penso sobre a acção política de Marisa Macedo é público há muito tempo. Acho que faz má política (que se vê nos resultados eleitorais do partido), tem uma visão demasiado tribal da política, é arrogante e vingativa e tem de facto uma enorme falta de capacidade em analisar o que se passa no concelho e o que pensam as pessoas. Depois também não gosto de certas manipulações que faz, da mania que tem da superioridade moral, como se os outros fossem todos uns mafiosos. Não tenho dúvidas que o PS (com ela a dirigir) nunca vai chegar a lado nenhum. Ela acho que não, acha que está bem, pois eu acho que está mal e por isso é natural que tenha uma opinião negativa sobre a política que tem feito. Mas em resposta ao Camilo gostava de lhe dizer o seguinte:

1- Houve de facto um desastre eleitoral em Outubro e acho que o PS devia preocupar-se com isso e quem o dirige devia assumir as consequências disso. Quando uma dirigente partidária passa por isso como se nada fosse, assobiando para o ar, tem obviamente a minha crítica seja de que partido for. É que não se vê na entrevista uma ponta de humildade, um reconhecimento que seja de algum erro. O Camilo não comenta este facto, mas gostava de ouvir a opinião dele.

2- As pessoas no concelho votaram por variadas razões em José Eduardo Matos, que só por si representa cerca de 15% a mais dos votos tradicionais do PSD e do CDS juntos. Portanto, não há apenas clubismo na vitória esmagadora de JEM. Há muito mais que isso, senão ele jamais tinha vitórias de 64%. Portanto, mesmo que o PSD concorresse sozinho com JEM ganhava na mesma e com larga maioria. Ou seja, o candidato JEM conta muito neste jogo. É claro que Marisa Macedo não diz uma única palavra sobre isso, porque não lhe convém admitir que JEM é de facto um candidato muito forte e que o PS durante 4 anos não foi capaz de lhe provocar qualquer erosão eleitoral. O Camilo parece que tem dúvidas sobre isso. Mas gostava também de ouvir a opinião dele sobre isso, como é que um Presidente da Câmara está 15% acima dos resultados habituais dos dois partidos? Como é que um Presidente da Câmara tem de novo a vitória que tem ao fim de 8 anos de poder?

3- Manipulações na entrevista há várias, como aquela da Ferreira Leite não querer construir o novo hospital em Estarreja já aqui discutida e na qual o Camilo alinhou sem ver ao certo o que é que MFL tinha dito na verdade ou aquela de dizer que o Presidente da Câmara queria Estarreja no hospital de Ovar, quando isso é falso ou dizer que JEM garantiu emprego a um familiar do Presidente de Veiros (daí a razão dele concorrer de novo pela coligação), quando isso também é falso ou a história da falsificação da assinatura do Marco Braga, quando o visado já foi ilibado. Portanto, não faltam exemplos…

4- De facto, a Marisa Macedo de forma floreada chamou “burros” ou “atrasados” a quem não votou no PS, pois só um burro ou um atrasado pode querer o pior para a sua terra, ou pode gostar de apanhar no corpo como ela própria disse. Não estou a ver outra interpretação para este pensamento…

5- Eu acho que quem votou no José Sócrates fez mal, mas nunca me passaria pela cabeça dizer que essas pessoas têm pouca ambição ou contentam-se com pouco. As razões porque votaram Sócrates são variadas, mas uma delas foi porque o PSD não foi capaz de se constituir como uma alternativa. O PSD esteve mal nas últimas legislativas e em 2005 pior ainda. Não atiro as culpas para o clubismo partidário…

6- Quem falou no marido abundantemente na entrevista foi a própria Marisa Macedo a respeito de uma pergunta do JE e ao contrário do que o Camilo diz, eu não misturo em lado algum questões politico-partidárias com aspectos pessoais. É falso e basta ler com atenção o artigo para perceber isso.

Os ingénuos do costume…

Hoje no quiosque que costumo frequentar uma fila enorme para o eurmilhões. Todos a sonharem com os 100 milhões de euros. Ingénuos, não sabem que acertar naquilo é como um milagre. As probabilidades são tão baixas que roçam o impossível. E foi o que aconteceu, não saiu a ninguém para a semana são 166 milhões e a locura vai voltar.

O vício da escrita

Desde novo que escrevo em jornais. Comecei no Diário de Aveiro, depois passei para o Público, depois deixei de escrever, mas há alguns anos voltei a escrever  a nível local. Já não sei há quanto tempo escrevo no Jornal de Estarreja (7 anos?), mas tenho obviamente gosto em escrever num pequeno jornal que é lido por 2 mil ou 3 mil pessoas, onde podemos escrever um pouco de tudo. E o que escrevemos lá tem mais influência do que qualquer post em qualquer blogue. Porque não há nenhum blogue que tenha 2 mil ou 3 mil leitores. Por razões de saúde estive uns meses sem escrever, mas hoje voltei.