Lista à AM

No seguimento da análise deste meu amigo, aqui vai o resultado da lista da coligação à Assembleia Municipal. Vão apenas os 15 primeiros, dado que nas últimas eleições a coligação elegeu 14 deputados directamente.

1- PAULO MARCO BRAGA PPD/PSD BEDUÍDO

2- MÁRIO SIMÃO CDS-PP AVANCA

3- PAULA BRANDÃO PPD/PSD SALREU

4- CARLOS ALBÉRICO AMORIM ALVES PPD/PSD SALREU

5- ANTÓNIO MANUEL SARAMAGO INDEPENDENTE BEDUÍDO

6- ISABEL SIMÕES PINTO PPD/PSD CANELAS

7- ANTÓNIO SOUSA CDS-PP FERMELÃ

8- JOSÉ AUGUSTO DA LUZ MATOS PPD/PSD FERMELÃ

9 -SARA SILVA PPD/PSD AVANCA

10- PEDRO MATOS PPD/PSD BEDUÍDO

11- ADOLFO VIDAL PPD/PSD SALREU

12- MARGARIDA ROCHA CDS-PP AVANCA

13- CARLOS VITOR PPD/PSD BEDUÍDO

14 – ANTÓNIO JORGE BORGES PPD/PSD AVANCA

15 – ILÍDIA MÓNICA MARQUES PEREIRA PPD/PSD PARDILHÓ

Resultado: Beduído – 4; Avanca – 4; Salreu – 3; Fermelã -2; Pardilhó – 1; Canelas – 1; Veiros – 0.

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Mais um albergue…

O Estado e uma vintena de municípios do Alentejo formalizaram há uma semana uma parceria para a gestão da água e do saneamento. E uma sociedade anómima semelhante à nossa entre a Adp e os municípios envolvidos. É a segunda parceria do género em Portugal, a seguir à nossa. As Câmaras que assinaram o acordo foram: Alcácer do Sal, Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arraiolos, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Grândola, Mértola, Montemor-o-Novo, Moura, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Serpa, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vidigueira. É pena que nenhuma tenha visto que é mais um albergue que está a ser criado. Ou melhor dizendo é estranho ver tanta gente a fazer um acordo que por cá foi diabolizado ao máximo. Na cerimónia de formalização do acordo, o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, referiu que este será um projecto a estender a todo o país, nada que me espante, pois qualquer autarquia esperta percebe que é por aqui que pode ir buscar dinheiro para as redes de água e de saneamento. Nem era preciso o governo dizer isso.

É o que temos…

Eu sei que a questão é polémica que mexe com o nosso bolso, mas é daqueles problemas típicos em que os interesses dos municípios estão claramente em jogo e em que os benefícios de ficar de fora não compensam os custos. Praticamente todas as Câmaras que aderiram à ARA perceberam isto e quem ficou de fora vai percebê-lo rapidamente.

É claro que qualquer um é livre de ter a sua opinião sobre o assunto ou de contestar, mas uma coisa é andar na blogosfera ou nos jornais a mandar tiros para o ar e outra coisa é ter responsabilidades políticas e perceber qual é o interesse do município a longo prazo com o modelo vigente.

Isto não quer dizer que o modelo seja o mais adequado ou que o governo tenha andado bem nesta matéria ao inventar tal espartilho. Devo dizer para que depois não me acusem do que eu não disse nada, que não gosto deste modelo inventado por este infeliz governo que temos para a gestão da água. Acho que devia continuar tudo como estava antes em que cada município concorria sozinho aos fundos e geria o tarifário da água como bem entendia.

Portanto, não aprecio o modelo em vigor e não me chateava nada que um dia fosse abolido por um governo mais sagaz do que este e tudo voltasse a ser com era antes. Mas é o modelo que temos e perante isso só tínhamos duas hipóteses: ou ficávamos de fora ou entravamos. Se não tivéssemos aderido tínhamos a vantagem de gerir a tarifa a nosso gosto, mas perdíamos o acesso às verbas comunitárias, tendo o município que fazer os investimentos necessários (32.5 milhões de euros) com verbas próprias. Ora o custo de uma opção destas supera o benefício de gerirmos a tarifa a nosso gosto, por isso, é que eu prefiro estar dentro da Pareceria do que fora. Portanto, o meu apoio é este modelo é uma questão de pragmatismo e não é uma questão de simpatia pelo modelo. É o que temos e é com este que temos que tratar da vida…

Mas apesar da minha pouca simpatia pelo modelo há uma coisa que tenho que dizer. Como a tarifa média a atingir em 2014 é nivelada pela de Albergaria-a-Velha, podemos já neste momento observar num concelho vizinho o impacto desta tarifa. Sendo assim, ficam algumas perguntas: teve o preço da água reflexo na competitividade das empresas, no custo da produção ou na vida dos consumidores em Albergaria? Há algum dado em Albergaria que permita dizer que o tarifário actualmente praticado é prejudicial para a competitividade do concelho? Estão as pessoas a deixar Albergaria por causa do preço da água? Que percentagem representa esse custo no orçamento familiar? Quantas pessoas deixaram de pagar a água por causa disso? Perguntas que ficam para quem souber responder…

Livro

Gostei do livro “Estarreja – Cidade Município”, lançado pela CME durante as comemorações do 4º aniversário da elevação de Estarreja a cidade. É um livro de divulgação do concelho e na parte que diz respeito a Fermelã, acho que o escriba de serviço (Edgar Panão) fez um bom texto sobre a freguesia. Não faço ideia de quanto custa a obra, mas acho que vale a pena até pelo trabalho fotográfico. O livro é algo de novo a este nível. A capa faz-me lembrar uma caixa de chocolates belgas ou suíços.

Um certo silêncio…

Um certo silêncio grassa sobre a famosa lei eleitoral para as autarquias. Não se discute, poucos são aqueles que levantam a voz localmente. E, no entanto, estamos perante um projecto de lei que degrada claramente a democracia local. Já o devíamos ter discutido na assembleia municipal, mas tirando a CDU e o José Cláudio Vital, mais ninguém levantou a voz. Mas não serei daqueles a contribuir para este silêncio. É que não posso ficar calado quando vejo o meu partido envolvido num negócio que distorce o princípio da proporcionalidade directa e consequentemente a diversidade do voto do eleitorado. E amanhã falarei em assembleia e escreverei o que for preciso para denunciar este negócio entre os dois maiores partidos. É que temos andado a dormir.

Uma aberração democrática

O PSD fez bem em romper as negociações sobre a nova lei das autarquias. Já o devia ter feito há muito tempo. É claro que Menezes não andou bem neste processo. Começou por mostrar desconfiança em relação à lei, depois aceitou-a e agora voltou a meter tudo em causa. Não devia ter vacilado. A lei é uma aberração democrática. Nunca o PSD se devia ter metido em tal aventura legislativa. Espero que tenha desistido a tempo e que tudo acabe nos gabinetes da assembleia.